Por que Piquet é o tricampeão menos reverenciado no mundo da F1?

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Antes de apresentar o tema, é impreterível lançar um pequeno aviso ao leitor: o desígnio aqui jamais foi questionar o talento de Nelson Piquet. É preciso esclarecer a proposta ao interlocutor porque acreditamos que a discussão, por sua relevância, não pode ser mal interpretada. Logo, repetindo: o artigo não é sobre o talento nem a relevância histórica do carioca, e sim seu reconhecimento dentro do mundo da F1.

Dito isso, uma reflexão: é curioso como, diferente de outros campos do esporte, os fãs de F1 – e também jornalistas e pessoas ligadas ao paddock – levem em conta os pontos baixos de um piloto para avaliar sua carreira. Vejam: no futebol, Garrincha é reverenciado mesmo tendo terminado sua trajetória no Olaria, fincado num banco de reservas sem joelho e sem perspectiva de vida. O mesmo ocorre com Michael Jordan: ninguém, ao examinar a carreira de His Airness, relembra seu fim discreto no Washington Wizards como um peso negativo – provavelmente porque o auge estratosférico nos Bulls não deixa mentir o que ele era capaz de cumprir no basquete.

Piquet com seu icônico Brabham #5 (Divulgação)
Piquet com seu icônico Brabham #5 (Divulgação)

De qualquer forma, na F1, o fracasso, por menor que seja, é um enorme peso: quem nunca desqualificou Michael Schumacher pelo fim melancólico na Mercedes? Ou Ayrton Senna pelos anos de penúria na McLaren, em 1992? Os casos são inúmeros.

Na condição de Piquet, o contrapeso na carreira são os abastados e infrutíferos anos na Lotus e o nevrálgico episódio final em que foi derrotado por um jovem Schumi na Benetton – um detrator diria, “enxotado” de Enstone pelo alemão.

É por isso, dizem alguns, que Piquet nunca é relembrado nos polls ordinários sobre os maiores pilotos da história. À exceção do Brasil, onde a imprensa, desde sempre, instigou uma dicotomia – obscena, é preciso dizer – entre ele e Senna, o nome do ex-Brabham nunca é lembrado. Quando mencionado, serve de argumento para esfacelar a importância dos números: isto é, sim, ele tem três títulos e 23 vitórias na F1, mas o que isso importa? É isso que investigaremos aqui: o porquê de Piquet, fora de seu país, ser tão marginalizado pela crítica.

Homem de uma escuderia só

Como todo piloto de bom calibre, Piquet não demorou para impressionar na F1. Para se ter uma ideia, ainda em sua primeira aparição pela Brabham, no GP do Canadá de 78, o carioca superou Niki Lauda e John Watson num treino com chuva, o que impressionou Bernie Ecclestone o suficiente para pedir que ambos “pendurassem os capacetes”.

No ano seguinte, Watson trocou a Brabham pela McLaren e Piquet teoricamente o substituiria como nº 2 no time. Mas ocorreu o contrário: o brasileiro subjugou Lauda com frequência, domando o pesado e inconstante motor V12 do BT48 e terminando o campeonato só um ponto atrás do austríaco. Quando Lauda deixou a F1, Nelson automaticamente se tornou o ás nº 1 da escuderia.

Piquet com o Brabham-Alfa no GP de Mônaco de 79
Piquet com o Brabham-Alfa no GP de Mônaco de 79

Nas temporadas seguintes, o brasileiro ingressou em sua melhor fase. Sagrou-se vice-campeão em 80 e campeão nas temporadas de 81 e 83 – uma em cima de Carlos Reutemann e outra contra Alain Prost. Em especial no último título, o mundo assistiu ao melhor de Piquet: velocidade e talento constante aliados a uma incomum sensibilidade mecânica – em uma época na qual as quebras eram parte do cotidiano no esporte.

Nelson parecia ser com sobras o melhor piloto do grid: mais veloz que Prost e Lauda, mais técnico que Keke Rosberg e mais consistente que René Arnoux. Mesmo com a fase de vacas magras para a Brabham em 84 e 85, continuou se destacando na pista: na primeira temporada, conquistando nove poles e liderando a maioria das corridas até onde o equipamento lhe permitiu; na segunda, mostrando comprometimento com o trabalho como piloto de testes ao  completar o equivalente a 75 GPs de testes com o pneu Pirelli.

Foi na mudança para a Williams, na temporada seguinte, que sua reputação começou a ser questionada. Na Brabham, Piquet era visto como nº 1 absoluto, algo que às vezes contava contra sua avaliação – mais ou menos o que se duvidava de Schumacher nos anos 90, quando este dividia a garagem com pilotos medianos como J. J. Lehto e Eddie Irvine.

Em Grove, porém, ele sofreu uma forte oposição do inglês Nigel Mansell. E diante das sete vitórias contra 12 creditadas ao britânico no fim de 87, muita gente viu o terceiro título conquistado pelo brasileiro como “justo, apesar do próprio Piquet”. A partir daí, o consenso – na imprensa inglesa principalmente – era de que Nelson fora um piloto de “uma escuderia só”, tendo obtido sucesso na Brabham somente porque as atenções estavam totalmente a ele. Mas isso é justo?

Duelo com Mansell e antipatia da imprensa inglesa

Como discutimos acima, por volta de meados dos anos 80, Piquet era considerado o piloto mais completo do grid – até mais do que Prost. Tanto que, ao se aposentar da F1 em 1985, Niki Lauda avaliou o brasileiro desta forma:

“Durante meus anos na F1, quatro pilotos deixaram uma marca forte para mim: Piquet, [James] Hunt, [Gilles] Villeneuve e Prost. Se questionado quem considero o melhor ás do mundo, não preciso ir muito longe: Nelson Piquet. Ele tem tudo o que um campeão exige: estatura, firmeza, habilidade para se concentrar no ideal, inteligência, força física e velocidade.”

Independente de Lauda ser próximo ou não a Piquet, essa era, àquela altura, a visão consensual no paddock. Por conta disso, a expectativa em relação à mudança do brasileiro para a Williams em 1986 era muito grande. Afinal, diferente dos anos anteriores, ele finalmente teria um equipamento azeitado para lutar pelo campeonato.

Piquet, Prost e Mansell antes do GP da Austrália de 86
Piquet, Prost e Mansell antes do GP da Austrália de 86

Mas Piquet teve que lutar para se manter no mesmo nível de Mansell e, convenhamos, a impressão a olho nu é de que o brasileiro tenha subestimado um piloto que, fato, por séculos foi coadjuvante de Elio de Angelis – um ás excelente, mas não no mesmo nível de um Prost ou um Lauda – na Lotus e demorou cinco temporadas para abocanhar um GP.

Talvez na avaliação de Nelson, como nos tempos de Brabham, a obrigação da Williams fosse garantir uma posição para ele, bicampeão mundial, como número 1. Mas a equipe deixou o pau comer solto, o que, para Piquet, até hoje é visto como uma atitude pró-Mansell dentro de Grove.

Esse comportamento defensivo do brasileiro lhe rendeu uma imensa antipatia da imprensa britânica. Com um senso de humor perverso, beirando entre o encantador e o rancoroso, Piquet muitas vezes vomitou as piores palavras à opinião pública. Tornaram-se célebres seus comentários sobre a “feiura” da esposa de Mansell e a suposta homossexualidade de Senna – produto da sua época, ele endossava o discurso comum de que ser ou parecer gay era um comportamento vergonhoso.

Era tudo que a mídia queria para afiançar um sentimento de reprovação. E, como vimos no caso Alonso x Hamilton em 2007, numa briga entre um inglês em ascensão e um estrangeiro esnobe, tudo que a imprensa local precisa é do “gentio” na lona. Foi o que aconteceu com a reputação do espanhol na McLaren e, de certa forma, a de Piquet na F1. Daí surge um dos argumentos que sustentem o aparente esquecimento do brasileiro pela imprensa britânica: ele foi tricampeão, é verdade, mas seu caráter era de um rato.

Havia também a impressão, mesmo dos jornalistas mais neutros, de que Piquet não conseguia admitir o domínio de Mansell – em 1986, a briga foi equilibrada nas qualificações (9 x 8), mas a vitória final foi do britânico. Há inclusive um caso que contou contra a defesa de que o brasileiro tenha sido injustiçado no time.

No GP da Hungria de 86 (confira o compacto da prova abaixo), Piquet venceu o páreo, mas pouco depois Mansell alegou que ele teria se beneficiado de um novo diferencial no FW11. O dispositivo teria melhorado o equilíbrio do carro nas curvas de baixa velocidade de Hungaroring. Como de praxe, rapidamente o tricampeão foi acusado de não trabalhar para o time.

Em sua defesa, Piquet e seu engenheiro Frank Dernie alegaram que Mansell testara o novo componente, mas não teria se adaptado. De qualquer forma, o brasileiro pôs uma volta no companheiro naquele GP, o que mostra a disparidade no equipamento dos dois. Pode ter sido golpe de sorte? Pode. Mas a questão pegou muito mal para Nelson e a fama de trapaceiro ecoou durante toda a temporada seguinte. Por isso, quando Piquet conquistou seu terceiro título, ninguém festejou muito na imprensa do Velho Mundo. E talvez nem aqui no Brasil, onde o fenômeno Senna já começava a dar seus primeiros passos.

Piquet após vencer o GP da Hungria de 86 (Divulgação)
Piquet após vencer o GP da Hungria de 86 (Divulgação)

Impaciência com a F1 e rápido declínio

Aqui no Hemisfério Sul, Piquet é reverenciado como um gênio da mecânica, um prodígio de alta sensibilidade com os movimentos do carro. Nos anos 80, porém, sua fama era muito mais de um playboy sem grandes aspirações filosóficas no esporte – apesar dos predicados citados acima. De fato, essa indiferença com o esporte reluz nas declarações de Piquet até hoje: em todas as entrevistas, ele demonstra não estar muito disposto a ir às provas ou acompanhar o calendário. A verdade é que às vezes parece que ele mal sabe os nomes dos pilotos.

De qualquer forma, há relatos de que, pouco após seu segundo título na categoria em 83, Nelson quase abandonou o esporte. Aos 30 anos, ele já se mostrava irritado com as viagens e a constante pressão por resultados. Além disso, nunca esteve plenamente satisfeito com o que ganhava na Brabham e muitos dizem que o principal motivo da mudança para a Williams se deu por causa disso.

O ponto em que quero chegar é que, talvez entre 1983 e 1985, Piquet tenha perdido o arrebatamento da coisa, o que afetou no seu desempenho. Seja pela profissionalização cada vez maior, seja pelo alto número de GPs ou mesmo pelo famigerado acidente de Ímola em 87, o brasileiro acabou engolido por Prost e Senna no fim da década.

Piquet com o FW11 no GP da Itália de 87
Piquet com o FW11 no GP da Itália de 87

Agora vamos voltar ao ponto de abertura na nossa conversa. Lembram da compulsão do fã de F1 por uma carreira plena, sem erros, como o Ideal – com letra maiúscula mesmo, à moda dos filósofos alemães – na categoria? É justamente a partir daí que o conceito de Piquet despenca.

Na Lotus, a tendência era de um retorno aos anos de Brabham, de novo com uma equipe inteira trabalhando unicamente para ele. Mas no primeiro ano o chassi era ruim, o motor era OK, e no segundo, o inverso. Além do mais, ser derrotado por Satoru Nakajima em Spa-88 definitivamente não condiz com o status de um tricampeão, o que levou a outro motto frequentemente proferido pelos detratores de Piquet: quando o carro era abaixo da média, ele não conseguia desenvolver.

O renascimento na Benetton em 1990-91 provou que o talento do brasileiro não havia desaparecido. Mas à esta altura já era tarde demais para reclamar um novo título: o carro de Enstone era bom, mas não o suficiente para brigar de frente a frente com McLarens e Williams.

Então a F1 desistiu de Piquet. Como tudo na vida, não importa o passado, não importa o currículo: em um determinado momento, você só precisa escolher quando precisa se aposentar.

Nelson com o Benetton B191 em Silverstone-1991 (Divulgação)
Nelson com o Benetton B191 em Silverstone-1991 (Divulgação)

Conclusão

No rol dos tricampeões, há cinco além de Piquet: Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda, Ayrton Senna e Lewis Hamilton. O britânico da Mercedes ainda está na ativa, então vamos deixá-lo de fora da discussão.

Agora por que Brabham, Stewart, Lauda e Senna são mais incensados e endeusados que o brasileiro? E mais: por que pilotos sem o mesmo currículo, como Gilles Villeneuve e James Hunt, rotineiramente aparecem na memória do fã com mais louros do que o nosso antiherói?

Ao menos na opinião deste autor, são dois pontos. Em relação aos tricampeões,  lembrem que todos, fora Piquet, saíram no auge. Senna obviamente foi acometido por uma fatalidade, mas Stewart e Lauda, por exemplo, deixaram a F1 em seu auge. O escocês abandonou a carreira no ano em que obteve seu último título, enquanto o austríaco, por sua vez, havia conquistado seu caneco derradeiro no ano anterior.

Poderíamos relacionar Piquet a Brabham? Talvez, os dois tinham até um estilo parecido. Mas o australiano logrou este feito sui generis que é ter vencido um Mundial de F1 com seu próprio carro, em 1966. Esta façanha, por sua vez, já o distancia mesmo de pilotos com mais títulos.

Piquet com o amigo Lauda, durante apresentação no último GP da Áustria
Piquet com o amigo Lauda, durante apresentação no último GP da Áustria

Piquet então acaba ficando para trás. Mas não é apenas uma mera questão de quem terminou no auge ou não: todos os tópicos listados acima contribuíram para esta certa indiferença em relação ao seu nome. A indisposição com a imprensa, a rivalidade com Mansell, suas entrevistas alheias e dispersas, seu eterno ar blasé.

Piquet nunca pareceu estar confortável com a F1. E, numa cultura ácida e em-si-mesmada que é a cultura do Grand Prix, a resposta a um estímulo negativo sempre é o esquecimento – que o digam nomes como Tony Brooks e Jody Scheckter, ases excelentes que se desligaram do esporte e são ignorados pelo status quo da categoria em premiações e cerimônias.

Apesar disso, a história não é linear, como muitos pensam. E há espaço para revisão. Talvez seja a hora do mundo compreender o caso de Nelson Piquet.

 

Debate Motor #18: quais são os pontos positivos da F1 atual? Assista:

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Lucas Berredo

Natural de Belém do Pará, tem uma relação de longa data com o automobilismo, uma vez que, diz sua família, torcia por Ayrton Senna quando sequer sabia ler e escrever. Já adolescente, perdeu o pachequismo e passou a se interessar pelo estudo histórico do esporte a motor, desenvolvendo um estranho passatempo de compilar matérias e dados estatísticos. Jornalista desde os 18 anos, passou por Diário do Pará e Amazônia Jornal/O Liberal, cobrindo primariamente as áreas cultural e esportiva como repórter e subeditor. Aos 22, mudou-se para São Paulo, trabalhando finalmente com automobilismo no site Tazio, onde ficou de 2011 até o fim de 2013. Em paralelo ao jornalismo, teve uma rápida passagem pelo mercado editorial. Também é músico.

  • Mariano Miranda

    Na minha opinião, os melhores pilotos do mundo – Nelson Piquet e Nigel Mansell.

  • Marcus Vinicius Dottlinger

    Adoro o Piquet. Politicamente incorreto, falava o que pensava, não babava ovo para ninguém, sensacional! Infelizmente, endeusam esse Senna… Mas, quem conhece, sabe que o Nelson Piquet foi o melhor piloto brasileiro de todos os tempos, junto com Fittipaldi.

  • Nelson Novaes

    Marcando

  • Luiz Mendes Junior

    Piloto de uma equipe só para mim foi o Mansell, que só teve glória na Williams. Sobre a questão do favorecimento a ele, acredito sim que isso tenha ocorrido. Não nos esqueçamos da suspensão ativa que Piquet desenvolveu e à qual Mansell tinha dificuldade de se adaptar. Por causa disso, o projeto foi cortado, ou Mansell perderia as chances ao título.

  • Pedro Nuned

    Acertar carros era importante até fins de 1980….depois disto as análises por aparelhos começaram a levar vantagem nos acertos sobre os pilotos, por mais experiente que eles sejam….é mais ou menos como um mecânico antigo ele na intuição arruma um carro carburado, pelo barulho do motor, análise de velas etc…já o mecânico moderno, ao pegar um carro injetado e cheio de eletrônica, coloca um monte de sensor, atuadores, scanner…e descobre assim os problemas….O Berger falou que desde 1987 todos os seus acertos eram feitos pelos engenheiros de pista ele tinha predileção pelo eng. Ascanelli…segundo ele pode pegar pegar um grande acertador de carros como o Prost e um grande engenheiro de pista como o Ascanelli, o acerto das máquinas sempre será sempre superior. O projetista Pat Symonds também diz a mesma coisa “Eu morro de rir quando um piloto diz que acerta o carro melhor do que uma máquina”, Eu não tenho dúvida que grandes acertadores de carro como Lauda ou Piquet teriam problemas no regulamento atual… já o Prost acredito que seria competitivo, pois o francês, não é só um grande acertador de carros ele também é muito rápido em condições de corrida.

  • Eude Gomes de Oliveira

    O texto não está ruim, embora tendencioso a ficar beliscando até o final o traseiro o tricampeão. Carece de fontes para afirmar que Piquet não é reconhecido pela imprensa inglesa ou de outro país, porque dentro do circo da F1 é muito bem lembrado. Desde já tendo-o identificado como mais uma viúva, mesmo que tu não tenhas idade para avaliar o período, passo a entender as sutilezas das suas críticas inseridas no teu escrito.

  • Pedro Nuned

    O Nelson é muito bem visto no Brasil, mas no resto do mundo não.

  • Luis Paulo Pascoal dos santos

    A McLaren queria o Piquet. A Lotus ofereceu grana e um carro vencedor a ele como projeto. Com a ida do Piquet para a Lotus sobrou para o Senna. Prost não queria o Piquet e indicou sena acreditando que por ele já ter nome de campeão da teria grandes problemas com Senna. E o Piquet na época era o piloto mais bem pago da F1

  • Ian Aguiar

    Só na cabeça de vocês, parem de falar merda sobre o Piquet

  • Rodrigo Mendes

    Nossa, quanto rancor hahaha. É nítido que este, o autor, não gosta de Piquet e possui algum tipo de malquerença pela natural disputa na preferência popular com Senna. É possível ver a cara de nojo dele quando é forçador a reconhecer o talento e a capacidade de Nelson, assim como uma cara de espantosa e interminável felicidade quando desdenha – o que faz a todo instante – de Piquet quando este conquista títulos, vitórias ou ótimos resultados. As razões são diversas para motivar os desdenhos: ora é porque a autoria de determinados elogios é feita por amigos, ora porque terminou a carreira de forma supostamente melancólica, já em outros momentos é porque venceu com bons carros. Repare que tenta sempre criar um ar de inédito e negativo nesses eventos, como se fosse o primeiro, último e único a realizá-los na F1. Espero que as pessoas percebam que este não é um artigo minimamente imparcial e,
    apesar de trazer à luz certos fatos, possui um caráter de observação
    estritamente pessoal e que reflete uma realidade única que somente o
    autor vivera. Uma perspectiva para lá de controversa e que nitidamente
    guarda um débil e lamentável rancor sobre o talento ou as conquistas de
    Nelson Piquet.

    • Lucas Berredo

      Não há rancor nem desdenho, Rodrigo. Uma pena que você, como alguns aqui, não entendeu a proposta do texto. E, para falar de preferências pessoais, acho que o Piquet é até um personagem mais interessante do que Senna para a F1. Um cara com posições mais sinceras do que o paulistano.
      Abraços.

  • Guilherme Barros

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  • Guilherme Barros

    Eu nem Li esse texto todo só pelo Título já da para tirar conclusões,

  • Eduardo Ramiro Costa

    Pra mim, simplesmente o melhor e mais completo piloto de todos os tempos. Uma pessoa autêntica e sincera, sem encarnar personagens globais.

  • César Augusto Martins

    O assunto é popularidade ou justiça histórica? Vou piquezar: foda-se! O cara tem uma puta história, que Galvão/Globo/BBC nunca contaram, pra não tirar o brilho do Ícone. São dois playboys ricos mas com trajetórias opostas! Só quem procurou saber do Piquet que sabe! Danem-se estatísticas, números vão explicar a ultrapassagem na Hungria? Além de tudo: Nelsão pegou a princesinha de Mônaco! Quer mais pra ser ídolo?

  • David Félix Krapp

    Não vejo o Piquet dessa forma, claro que ele acabou “ofuscado” pelo excesso de mídia de Senna, mas Piquet era genial, não acompanhei sua trajetória “in loco” pois comecei a assistir corridas em 87, mas tive a oportunidade de ver suas performances e sempre foram excelentes… diminuir um tricampeão de F1 beira o ridículo… ele era engraçado e realmente acho que a única coisa que Piquet deveria ter feito era uma escolha melhor para as temporadas de 88-89, acho que ele estava meio de saco cheio das frescuras da F1, de largar ao lado do DeCrasharis como ele mesmo dizia… mas isso jamais poderia tirar a glória de seus 3 títulos e eu jamais pensei que ele foi enxotado de Enstone pelo Schumacher, na verdade o alemão e o Briatore deviam ser eternamente gratos a Piquet, pois quando ele chegou em 90 a Benetton tava em um patamar intermediário a pelo menos 5 anos e não saía disso, Piquet deixou a escuderia no fim de 91 lutando por vitórias e pronta para os próximos passos que vieram que era a luta pelo título…

  • Roberto Andrade

    Amigo, essa sua matéria lembra muito MP, ou seja com muitas convicções, mas sem fatos suficientes que a distancie de uma opinião, Mesmo assim boa matéria.

  • Chopp Drahma

    Falem o que quiserem do Piquet, mas jamais haverá um acertador de carros como ele na Fórmula 1. Inclusive os Ingleses deveriam idolatrá-lo pois não fossem estes acertos a Williams não seria o que foi e nem o grosso do Mansell teria sido campeão do mundo, não fosse pelos acertos do Piquet um verdadeiro “Engenheiro” de Cockpit.

  • Acho que faltou um ponto importantíssimo: Villeneuve, Senna e outros são “endeusados” por feitos e apresentações, não só por números, o que seria extremamente relativo (quem foram adversários, equipamentos disponíveis, etc). Campeões por regularidade não são lá muito simpáticos; podem entender o carro, o regulamento, mas não necessariamente os mais habilidosos.

    Quanto à dicotomia Senna / Piquet, é um câncer na história do esporte nacional. Foram caras totalmente distintos, e geniais de suas formas (pra mim Senna superior, mas Piquet não muito atrás). Infelizmente é alimentado pelo próprio Piquet com declarações sofríveis como “eu estou vivo”. Parece ter eterno rancor do que se passou décadas atrás.

    • Leandro Farias

      Tudo porque o Senna morreu. Se estivesse vivo, ele muito provavelmente já teria se entendido com o Piquet. Em 93, já selou a paz com Prost e os anos o fariam ver que mais vale ser amigo que inimigo. A maturidade e até episódios pessoais mais felizes (casamento com Galisteu, filhos, Bruno começando a se destacar no kart) o tornariam mais tranquilo e o fariam tomar a iniciativa nessa reaproximação. NP poderia ser desconfiado e arisco, mas todo mundo cansa. Uma hora ele ia pedir perdão por cansar de brigar.

      E francamente, acho que no Cingapura Gate, Senna defenderia o Nelsinho.

      • “Se estivesse vivo, ele muito provavelmente já teria se entendido com o Piquet.”

        Pode ser, talvez com a maturidade o Senna ficasse mais calminho, lembrando que fez as pazes com o Reginaldo Leme. Se bem que com a língua afiada do Piquet, isso estaria sempre ameaçado kkkkk

        • Leandro Farias

          Aí é como eu falei: uma hora cansa.

      • Hecto Silva

        Ótima colocação estas briga ocorriam por que havia muita competitividade entre os pilotos nos anos 80/90. O Piquet, por exemplo, ficou mais de 30 anos inimigo do Chico Serra e numa corrida em SP se encontraram e fizeram as pazes. Chico Serra também fez as pazes com o Raul Boesel, o Nelson ficou quase 30 anos sem falar com o Mansell e fizeram as pazes em Porto Alegre, o Senna não se dava com o Ron Dennis em 1983/1987 e fizeram as pazes e se tornaram grandes amigos em 1988.

  • Delgado

    Não acho que ele seja subestimado ou menos reverenciado. Ele ocupa o seu lugar. Na maioria das análises feitas pela imprensa especializada européia ele está entre os 15 ou 20 melhores da história da F1, o que é um reconhecimento ao seu talento. Inclusive em algumas dessas publicações ele fica à frente do Nigel Mansell. Quando ao seu embate com Mansell em 1986 e 1987, provavelmente Piquet subestimou o inglês, achando que ele com seus dois títulos o venceria facilmente; mas o “Leão” era bem mais rápido e arrojado que ele, no entanto não era tão regular e tinha pouco conhecimento técnico e “feeling” do carro. Piquet disse que tinha garantia de Frank Williams de ser o primeiro piloto, mas que havia posto apenas uma parte do contrato no papel e o resto seria um acordo verbal entre ele e Frank, e que após o acidente do dono da equipe, em 1986, a equipe passou a passar seus acertos para o Mansell. Para 1987 ele disse ter posto tudo no papel, no entanto Mansell lhe deu ainda mais trabalho que no ano anterior, fazendo oito pole positions contra quatro de Piquet, e tendo seis vitórias contra três do brasileiro; no entanto Piquet não pontuou em apenas três corridas naquela temporada, enquanto Mansell deixou de marcar pontos em cinco corridas.

    Sobre a antipatia que a imprensa inglesa tinha por Piquet por conta de seus ataques a Mansell, não acho que tenha relevância, pois até hoje a imprensa inglesa (ao menos a especializada) reconhece seu talento; além disso, a imprensa inglesa sempre foi ácida e acusatória à Ayrton Senna, devido ao caso Warwick, e nem por isso deixam de reconhecer seu talento, tendo algumas publicações, como a Autosport tendo lhe apontado como o melhor piloto da história da categoria.

    Piquet pode não ser muito citado apenas por seu caráter. Se é verdade que ele sempre falou o que queria, algumas vezes não sustentou o que disse, e até voltou atrás, como no caso da difamação e injúria contra Senna, ou quando chamou o Enzo Ferrari de gagá, e depois, quando chegou a Ímola para o GP de 1988, diante da fúria dos tiffosi negou tudo o que havia dito.

    Também ele pode ter estendido sua carreira mais do que seria aconselhável. Havia comentários de que nos últimos anos ele estava lá apenas pelo dinheiro.

    • Leandro Farias

      O problema é ele ficar atrás do tetra-vice Stirling Moss. Primeira vez que eu vi – eu não conhecia a história do inglês – e achei um absurdo ele ficar em oitavo, a frente de Piquet, Mansell e Fittipaldi.

      Podem até dizer que 4 dos 3 vices dele foram contra o Fangio, mas ele uma oportunidade de ouro em 1958 e perdeu pro Hawthorn que nunca foi grande coisa, nem nesse ano.

  • Paulo Santana

    Ótimo texto. Infelizmente a sorte tem que estar do lado dos pilotos. Piquet teve sorte de pegar um ótimo esquema na Brabham com um projetista criativo (Murray), o carro tinha os ótimos pneus Michelin, o chassi desenvolvido em fins dos anos 70 por Lauda era ótimo, bastou tirar o motor Alfa e colocar o Ford para o carro se tornar um segundo mais rápido, Lauda que tinha saído da Brabham irritado com o motor Alfa, quase voltou quando viu que o carro era excelente, o orçamento da Brabham era o quarto da F1 e Piquet na Brabham correu ao lado de pilotos muito desconhecidos, o menos desconhecidos era o Ricardo Patrese e o Teo Fabi, os outros 7 ou 8 eram insignificantes.
    Lembro que em fins de 1984 houve uma eleição entre os pilotos para saber quem era o melhor piloto da F1 e ganhou fácil o Piquet, até o Senna votou no Piquet. Lembro também de um vídeo feito pelo Ron Dennis no qual ele presenteou o Frank Williams sobre as trapalhadas do Mansell na F1.
    Quando em 1986 Piquet e Mansell se enfrentaram na Williams todos achavam que o Mansell não teria chance o Piquet e o que se viu foi uma briga feia entre os dois, ao mesmo tempo que Prost dominava facilmente na McLaren em 85 (Lauda) e 86 (Keke). A partir daí Piquet começou a ser contestado e todas as eleições de 86 e 87 consideravam Prost como o melhor.
    Por isto que é complicado analisar um piloto de F1, quando o Button foi para a McLaren para ser companheiro de equipe do Hamilton todos as opiniões previam um massacre a favor do Hamilton e não foi o que ocorreu, foi uma briga igual em 3 anos, inclusive o Button fez mais pontos do que o Hamilton, o próprio Vettel pelo fato de ser dominado facilmente pelo Ricciardo na RBR hoje o Vettel é contestado.

  • Dox

    Piquet confessa que, depois do acidente de Imola 87, ele perdeu muita noção de profundidade e passou a buscar referências em pontos das pistas para definir suas freadas.
    Isso lhe custou quase 1s em relação ao seu potencial nato, e mesmo assim conquistou resultados que passam a ser ainda mais surpreendentes.
    Ótimo texto, que constata uma realidade e sugere algumas razões.
    Uma pena alguns comentaristas de mal com a vida não entenderem esta intenção.

  • Luiz Afonso Lima Santos

    Ser conhecido em pesquisas de programas de tv e internet. Se este for o objetivo de um piloto de formula um, Piquet é um fracasso. Se for fazer o que quiser na fórmula um com todos os custos de uma atitude deste tipo, e ainda assim ter uma willians fw11 pendurada na sala de sua casa (senna por exemplo não teve nenhum dos carros com o qual foi campeão nem tem em seu espólio), ser chamado e festejado pela Bmw e sua divisão M até hoje (imagino que você saiba o motivo), convidado a pilotar os carros (históricos) com os quais foi campeão com massiva cobertura da imprensa, ser reconhecido entre os pilotos que importam como Lauda, Prost, e até Mansell (que nunca discutiu quão bom piquet foi), até o piloto em atividade com mais títulos como Vettel, se tudo isto é o que não importa, repito, Piquet foi um fracasso. Já Senna, que é o ídolo escancarado do jornalista, entre os pilotos, sempre se levanta o fato de “ganhar campeonato batendo”. Não? Assistiu a entrevista de Mansell e piquet no evento da ford? Para lançamento do fusion? Mansell cravou que o que mais importava para ele era o fato de que nunca precisou usar de artifícios como bater em adversários para ser campeão. Sempre foi fiel ao esporte. E incluiu o Piquet no raciocínio. Tá lá na entrevista, assista. Sobre a willians. O próprio Mansell, alega que se há algo que ele ressente-se, é de Piquet não compartilhar com ele aquilo que desenvolvia. Está na mesma entrevista. Lauda disse que quando companheiro de Prost, percebeu que a chance de ser campeão estava na maior habilidade dele em desenvolver o carro. E afirmou categoricamente que não passava absolutamente nada para Prost. E foi campeão. (http://entrelinhasf1.blogspot.com.br/2014/06/f1-niki-lauda-e-alain-prost-sobre.html). Tem um vídeo do Piquet sendo xingado pelo Patrick head ao entrar nos boxes quando Mansell ia sendo privilegiado pelo jogo de equipe (http://youtu.be/jQ6WgIexJGA). O clima era esse. Mesmo assim, Piquet foi campeão. Na minha opinião, você é um jornalista de esporte a motor promissor, mas se deixar a sua paixão imiscuir-se nos teus textos desta maneira, sendo tendencioso de uma forma tão tacanha, canhestra, passará vergonha.

    • David Félix Krapp

      Concordo com voce em quase tudo, so tem uma informação incorreta, Senna ganhou duas McLarens, a de 91 e a de 93

  • Ilmar Fernandes Souza Junior

    Simples. Porque Piquet tinha um estilo mais discreto e menos vibrante de pilotagem, e por seu próprio gênio ácido e relaxado, que irrita vários.

  • Adriano Figueiredo

    Garoto,
    Texto mais escroto que já li sobre o Piquet. Você não tem coragem de lê-lo na frente de um amigo ou familiar dele.
    Principalmente a parte do RATO.
    Você deve ter crescido ouvindo o Galvão…
    Mais uma viúva…
    Tendencioso, manipulando números.
    Piquet é até hoje convidado para eventos e premiações na F1.
    E sim!!!. Ele caga para os jornalistas ou pseudo jornalistas brasileiros ou ingleses puxa-sacos e desonestos nas suas opiniões.
    Adriano Figueiredo
    Natal-RN

    • Lucas Berredo

      Onde há manipulação de números? Mostre-me argumentos antes de partir para ofensas pessoais. Até.

  • Adriano Figueiredo

    Garoto,

    Texto mais escroto que já li sobre o Piquet. Você não tem coragem de lê-lo na frente de um amigo ou familiar dele.

    Principalmente a parte do RATO.

    Você deve ter crescido ouvindo o Galvão…
    Mais uma viúva…
    Tendencioso, manipulando números.

    Piquet é até hoje convidado para eventos e premiações na F1.

    E sim!!!. Ele caga para os jornalistas ou pseudo jornalistas brasileiros ou ingleses puxa-sacos e desonestos nas suas opiniões.

    Adriano Figueiredo
    Natal-RN

  • Perez AvGas

    texto medíocre e bem tendencioso

  • Olivio Roberto

    Acho que você quis dizer “entre 88 e 89″ nessa parte do texto: “O ponto em que quero chegar é que, talvez entre 1983 e 1985…” já que no fim do parágrafo você diz que Nelson Piquet foi engolido por Senna e Prost no fim da década.

    Fiquei curioso com a afirmação que a Lotus tinha um motor “Ok” em 1988. Pelo que eu saiba, era equipada com o motor da Honda, o melhor motor daquele ano e o mesmo que equipava a Mclaren MP4/4, este último considerado um dos melhores carros de todos os tempos.

    Outra coisa é a suposição de que a derrota para Satoru Nakajima em Spa seria motivo suficiente para questionarem o talento de Piquet. Naquele ano, Piquet conseguiu as melhores colocações da equipe, com três terceiros lugares, enquanto Nakajima conseguiu um sexto lugar como melhor colocação. É difícil imaginar que apenas uma corrida seria suficiente para menosprezar seu talento.

    Os detratores dele, que são muitos, certamente se apegam ao período na Williams e Benetton, (principalmente na Williams). Contra ele conta o fato de que a Williams tinha o melhor carro de 1986 e perderem o título de pilotos para Alain Prost!

    Piquet afirma categoricamente que a equipe favorecia Mansell; este afirmou em favorecimento ao brasileiro como o próprio texto menciona pelo menos em uma corrida de 1986. Situação difícil…

  • Gilberto Batista de Sousa

    Isso que é matéria de um repórter sem medo. Cutucar uma onça sem vara, é pedir para morrer.

  • Akina SpeedStars

    Além de pilotar bem, o piloto precisa ter carisma e/ou ter identificação com o público.
    Baaaita matéria, diga-se de passagem.

  • augusto_t27

    Concordo com o que alguns disseram nos comentários: o Piquet dizia o que queria pra imprensa e pra todo mundo. Pagou o preço por isso, apenas. Sou fã dele.

  • Buli Ramone

    Excelente texto, ótimas argumentações e explanações das ideias, cara. Meus parabéns!Sou fã de Piquet tanto quanto seus dissoantes como Senna e Mansell. O legal não é a concordância de opiniões e sim a abertura inteligente de debate e isso vc fez muitíssimo bem. Parabéns!

  • Czar_SP

    Poucos fatos e muitas opiniões pessoais enfraquecem o texto.

    Este assunto dá muito pano pra manga – principalmente se inserirmos o endeusamento pacheco de Senna.

    Mas tentando seguir a linha de raciocínio do autor, um fato categórico foi simplesmente ignorado: ao invés de entrar na aposentadoria vivendo das glórias do passado, como todo piloto faria (inclusive eu, se tivesse tais glórias), Piquet preferiu começar uma carreira empresarial partindo do zero. Isso é algo impensável para quem já tem uma certa idade e muito dinheiro no banco. Mas diz muito sobre a pessoa em si.

    Neste caso, trata-se de alguém que precisa de desafios e se desmotiva quando os objetivos são alcançados, algo como o bicampeonato em 83.

  • Eric Oliveira

    O que Piquet fez em 88 e 89 com o equipamento que tinha foi até muito, 88 4 pódios e 89 pontuou o bastante considerando uma época que os carros quebravam muito, e até o GP da Hungria estava na frente do Berger com a Ferrari que crescia naquele ano. Ter sido mais lento que Nakajima na classificação (coisa que não foi dita no texto) em Spa/88, não é algo pra deixar nem ele nem ninguém sem sono. O Berger foi mais rápido que o Senna no México/92 e ninguém fica ai dizendo que ele estava em declínio. Quanto a ser derrotado por um jovem Schummy, com todo respeito a Schumacher, o maior de todos, mas só você ver que no mesmo período de Benetton dos dois, Piquet fez 4,5 (foi o 4º na Austrália mas a corrida foi encerrada antes da metade e cortaram os pontos pela metade) e Michael fez 4. Como alguém que faz mais pontos que o companheiro é derrotado por este? Estranho, não?

    Ah, sobre saída da Brabham, Nelson disse várias vezes que não foi pelo dinheiro, foi porque o Bernie Ecclestone largou de mão a equipe para cuidar da FOCA. Dinheiro mesmo Piquet ganhou na Lotus, e cada centavo foi muito bem pago.

    Se ele não falava o que a imprensa queria ouvir, isso é um direito dele. Mas dizer em declínio por isso ou por aquilo, é besteira, o fato é que Piquet parou na hora certa, porque era hora de parar, nada é eterno.

    • Lucas Berredo

      Eric, tranquilo?

      Primeiro, existe um fator que você ignora na sua análise e é muito relevante: o Piquet estava há quase dois anos na Benetton, enquanto o Schumacher era um mero novato.

      Outro detalhe: somente na pontuação – e por meio ponto, somente no último GP –, o brasileiro superou o alemão. Em qualificações, o placar foi de 4 x 1 para Michael – que chegou a ser 0s9 mais veloz que o tricampeão na Espanha – e, em número de chegadas à frente do companheiro, o futuro ferrarista também foi melhor – 2 x 1.

      São números muito surpreendentes, você há de convir, para um duelo entre um novato de 22 anos e um piloto com mais de uma década de experiência. Por conta disso creio que Schumacher tenha sido ligeiramente superior, embora admita que a amostragem seja muito pequena para uma comparação mais sólida.

      De qualquer forma, respeito sua opinião. Estamos aqui para debater ideias.

      Abraço!

      • Eric Oliveira

        De fato, é relevante. Mas como vc disse, é uma amostragem muito pequena. É possível que Schumacher tenha sido superior pelo fato de ser um novato e ter andando quase sempre na frente do Nelson, mas vou ainda me apoiar na quantidade de pontos de cada um para o veredito final.

        De todo caso, não acho que a saída da Benetton tenha sido por isso, ainda que Briatore tenha anunciado sua dupla pra 92 no GP do Japão, a saída de Nelson de Enstone já era planejada de antes. E convenhamos, foi melhor assim.

        Estamos aqui para debater idéias também!

        Abraço!

      • Ricesp

        Me responde então quem primeiro usou reabastecimento, aquecimento dos pneus, interferia diretamente no projeto dos carros (fazendo papel do engenheiro muitas vezes). Não era um piloto de sentar a bunda no carro e correr, ele VIVIA o paddock como um Lauda, Prost… Já outros só queriam o melhor equipamento para vencer… Mas moleque que não vivenciou isso ao vivo não pode saber o que acontecia na época, só a versão que a globo/galvão contam…

        • Lucas Berredo

          Em relação ao aquecimento dos pneus, você está certo. O Piquet foi o primeiro a adotar a ideia com Gordon Murray. Quanto aos outros pontos, talvez não tenha muitas informações: reabastecimento existe na F1 desde 1950; e pilotos/engenheiros tiveram aos montes, desde Jack Brabham, nos anos 60, até Jean-Pierre Jabouille, na década seguinte.

          Abraço.

          • Ricesp

            Estranho, não é o que diz neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mr2W5U_Svxk e outra não disse que o Piquet era o único piloto/engenheiro, mas brasileiro foi o único sim. Ele deu muito mais contribuição à F1 do que os outros pilotos brasileiros…

          • Lucas Berredo

            Sim, nunca neguei isso. Piquet foi provavelmente o piloto brasileiro com maior sensibilidade técnica para um carro. E mais: elejo o carioca sempre entre os dez melhores da história. Meu ponto no texto é discutir por que ele, mesmo com três títulos mundiais, muitas vezes fica atrás de gente como Jim Clark – dois troféus – e Gilles Villeneuve – nenhum – em qualquer cânone estrangeiro que eleja os melhores pilotos da história.

            E, só para terminar, sua fonte diz o seguinte: “Juan Manuel Fangio won the 1957 German Grand Prix after deciding to make a pitstop for FUEL and tires mid race”. Ou seja, o reabastecimento não começa com Piquet; foi (espertamente) uma ideia requentada pelo carioca e seu engenheiro Gordon Murray.

            Abraço.

          • Ricesp

            “Refuelling during races first took place in Formula One in 15th August 1982, when the Brabham team, run by Bernie Ecclestone, calculated that a quicker race time could be achieved when starting a car with only half a tank of fuel.” mas enfim, o que Piquet contribuiu para a F1 o Galvão Bueno jamais vai aceitar, afinal o Piquet nunca foi com a cara dele…

          • Alexandre Lamelas

            O reabastecimento criado por Piquet/ Murray, não foi requentado. Havia o reabastecimento lógico, mas por inércia. A criação de uma bomba de pressão pra injetar combustível mais depressa no tanque, foi criação deles. A utilização do combustível praticamente congelado no tanque pra ganhar mais volume de gasolina tb. Não esqueça. A regulagem da pressão dos freios pelo piloto, tb. Ajuste de suspensão pelo piloto e a suspensão ativa tb.

          • Ricesp
      • Basílio

        Você argumenta que Schumacher era novato, mas desconsidera que Piquet tinha 40 anos e vinha mostrando desgosto pela F1 há 2 anos. A propria matéria fala disso.
        No fim das contas, o alemão mostrou mais velocidade. Piquet apresentou mais resultados.

    • Renato Rafa Souza

      Eric você matou a charada o Nelson teve belas atuações na Benetton em cima de um Schumacher.

    • David Félix Krapp

      Isso é verdade !!! Ele foi melhor que Schumacher em 91, não lembrava da pontuação, mas ele venceu até corrida em 91 e o Schumacher não… e a saída da Brabham por dinheiro é muita viagem visto que a Williams nunca pagou bem aos seus pilotos… so discordo de voce ao dizer que o Piquet parou na hora certa… eu acho que ele tinha mais um dois bons anos de pilotagem ainda…

    • Timothy Dalthonic 3.0

      Sim

  • Ricesp

    Sinceramente, quanta besteria escrita… ignorou as inovações que o Piquet trouxe para a F1, não falou a verdade sobre a Lotus (carro completamente lixo), e o porquê do temperamento do Piquet ser assim.
    Normal para quem não acompanhou a F1 naquela época, só leu o que a “imprensa” quis que visse.

    • Lucas Berredo

      Esclareci no texto que o carro da Lotus era ruim, em especial na temporada 1988.

      Abraço.

  • Anderson de Castro e Cordeiro

    Com a devida vênia, o autor precisa de mais anos de estrada para comentar a vida profissional e pessoal de um Tricampeão Mundial, o qual não foi fabricado pela mídia, mas forjado no aço. Me desculpem os leitores, mas não posso aceitar este texto carente de conteúdo e ofensivo à imagem de um grande piloto e lenda mundial.

    • Claudio Antonio Cesario Dasilv

      Discordo .Não é por que Nelson é tricampeão que ele seja uma pessoa perfeita.Ultimamente as pessoas encontraram um culpado de tudo que é a mídia, mas você se esquece que todo piloto que resolve escalar a montanha rumo a F1 precisa da mídia se não tiver nascido em berço esplêndido.Em momento algum o texto é ofensivo é bem embasado . Acho que as pessoas não precisam ter mais anos de estrada para tirar suas conclusões . Além disso é uma enorme falta de critério chamar um texto de ofensivo somente por que ele não trás escrito apenas as qualidades de Nelson

    • Lucas Berredo

      Oi Anderson, tranquilo?

      Em que ponto você acha que ofendi Piquet? Não estou questionando seu talento, sequer seus feitos. O que estamos discutindo no texto é por que ele não tem a mesma relevância na opinião da crítica internacional do que outros tricampeões.

      Abraço.

  • Bravo Rezende

    Não penso no Nelson como piloto que queira ser lembrado. Piquet foi minha primeira paixão na F1 e mais que seus títulos, sua história é fantástica. O Piquet engenheiro, o Piquet mecânico, o Piquet estrategista muitas vezes ficam acima até na história do que o Piquet piloto. Inteligente e com aquele humor ácido fez sua carreira ignorando as massas e debochando do jornalismo quixotesco. A verdade é que Piquet tem uma personalidade que transcende a de um piloto. Em sua estadia no Brasil em 2015, Vettel foi perguntado sobre qual piloto brasileiro era o mais importante. A resposta do alemão foi simples e direta “Piquet pela história. Sua história e fantástica”.

  • Rafael Schelb

    Rapaz, que texto interessante. A meu ver o Piquet é muito parecido com o Raikkonen, em termos de estilo, só que foi um cara que incomodou mais, não só pelo comportamento ainda mais ácido do que o do finlandês, mas por ter conseguido muito mais, em termos de resultado. Numa época em que a Fórmula 1 era um mundo ainda mais eurocêntrico do que hoje, um cara do terceiro mundo chegar, falar o que falou e ainda por cima fazer o que fez, vencer, ser tricampeão do mundo, era uma afronta danada. Muita gente diz que se ele fosse europeu, estaria no mesmo nível de idolatria de um Prost ou Lauda. Eu tenho a tendência a concordar com isso.

    • Frank Rock

      verdade…agora, opinioes, cada um tem a sua

      digo isso porque comparo o Nelsao mais ao Hakkinen, e Kimi mais ao Hunt
      acho que da para traçar mais semelhanças entre as duplas que citei, hehe

    • Leandro Farias

      Os pilotos recentes mais comparáveis ao Piquet são Räikkonën e Montoya.

      Häkkinen é muito sossegado pra ser comparado a ele. Campeão mais low-profile de Fórmula 1 que já existiu, e isso o Piquet passava looooooooonge de ser.

  • Pablo Habibe

    Muito boa análise. De fato, seria quase impossível Piquet ter uma imagem positiva brigando com as imprensas de Brasil, Inglaterra e Itália (não vamos esquecer suas declarações depreciativas contra Enzo Ferrari e sua equipe). Ninguém gostava dele, mas tiveram de engolir seu talento goela abaixo. A vingança vem com o tempo e o esquecimento, mas penso que depõe mais contra os seus detratores que contra o próprio Piquet, que fez o que se esperava dele enquanto piloto, superando Senna, Prost e, provavelmente, Lauda, como desenvolvedor de equipamento com certa folga, por exemplo.

    A comparação com Alonso é feliz. O espanhol, mais por trairagem que por um comportamento irreverente como o do brasileiro, corre o risco de ser jogado no mesmo ostracismo pel má vontade que desperta na mídia.

    Discordo que Schumacher tenha batido Piquet em 91, ainda que esta fosse uma aposta obvia para os anos seguintes se a dupla se mantivesse por razões que tem a ver com as qualidades que o alemão viria a demonstrar e o fato de Nelson estar já no final de sua carreira.

    Em suma, quando não se tem argumentos sólidos para detonar seu desafeto, é melhor nem falar dele…

  • Gabriel Pena Catabriga

    Na boa, pelo jeito que Piquet é, ele não ta nem aí se o nome dele não aparece entre os 10 maiores da história ou não, se perguntar para ele a resposta vai ser: “Isso é um monte de m….”

    Outras comparações absurdas é dizer que os demais pilotos dessa época não sabiam acertar carros, só porque o Piquet era o melhor nisso. Outra estupidez, o Senna mesmo era um excelente acertador de carros e o feedback dele para a equipe era excelente, coisa que o Piquet falhava, o pessoal da Lotus sofreu muito com ele por conta disso, estavam acostumados com o Senna até tarde da noite acompanhando tudo que os mecânicos faziam e dando suas opiniões. Em 87 já era assim com os técnicos da Honda, fornecedora de motores para Lotus e Williams.

    Mas voltando ao início da minha postagem, caso o Piquet se importe com isso, só tenho uma coisa a dizer, aqui se faz, aqui se paga. Se tivesse mais simpatia, com a imprensa principalmente, poderia ter conquistado um certo apreço da imprensa internacional.

    Mas essas análises não levam em consideração apenas talento do piloto e sim seu carisma, nessa ele perde feio de todos os pilotos que já passaram pela F-1, acho que até do Ralf Schumacher, que dizem até que o Michael não suportava… rsrsrsrs.

    Piquet piloto = foda
    Piquet pessoa = péssimo

    • Renato DCD

      Piquet não era amiguinho da mídia, simples e prático. Isso faz ele mais piloto pra mim, pois eu quero ver o cara acelerando, não sendo um produto da imprensa como o Senna, que só tem esse status messiânico porque ele era quase um artista do cast fixo da Globo.

      • Claudio Antonio Cesario Dasilv

        Eu acho meio nada a ver este tipo de comentários sobre Senna .Senna não procurou a imprensa por que sinceramente ele não precisava dela . Toda a imprensa é que orbitava em volta do cara simplesmente por que ele estava no topo.

      • Gabriel Pena Catabriga

        Como eu falei cara o Piquet era excelente piloto, porém com seu humor ácido fez muita inimizade não só no ambiente da F-1 como na mídia. Isso acaba derrubando o reconhecimento dele, exatamente como fala no texto. Ele pagou pela língua que tinha, mas ele mesmo deve estar se lixando pra isso. rsrsrs.

        Eu em uma lista de 10 colocaria o Piquet sem sombra de dúvidas.

      • Hecto Silva

        Como um piloto como Senna que tem 40,47% de poles e 25,47% de vitórias pode ser produto da Globo. Gosto também do Piquet, mas não tem comparação o Piquet tem apenas 11,76% de poles e 11,27% de vitórias.

        • Delgado

          Comentário hilário e ridículo o do Renato DCD..

    • Hecto Silva

      Eu já não acho isto, acho o Piquet um bom piloto, não é excepcional como o Senna, Prost ou Schumacher mas Piquet não é má pessoa não, ele só gosta de fazer guerras contra os outros e, ás vezes, fala demais. O Senna como pessoa é nos bastidores inferior ao Piquet. O problema é que nós tivemos um piloto campeão o Émerson que é um grande caráter e todos querem que o Senna e o Piquet sejam iguais. Todos os engenheiros de F1 (Murray, Ducarouge, Ascaneli, Byrne, Symonds) que trabalharam com Senna e Piquet disseram que Senna era muito mais piloto que Piquet, até mesmo Murray, que é muito amigo de Piquet, disse isto “Senna foi o piloto mais completo que eu trabalhei” mas Senna era quieto, já Piquet era divertido. O único projetista que fala mal do Piquet é o Ducarouge que disse que o Piquet não gostava de trabalhar e tinha ciúmes do Senna. Senna jamais pode ser comparado com Piquet, Senna tem que ser comparado com Prost e Schumacher. Enquanto Senna tem 25% de vitórias, Piquet tem só 11%, enquanto Senna tem 40% de Poles Piquet tem só 11%. Só no Brasil inventaram de comparar Senna com Piquet. Piquet teve muita sorte em ganhar 3 títulos, com os n°s que ele tem. Stirling Moss é um piloto excelente tem ótimos números mas nunca ganhou título de F1. Não adianta para ser campeão tem que ter sorte. O Piquet é muito bom nisto e acredito que uma das razões de seu sucesso são as guerras que ele faz contra seus adversários. Mansell em 87, Prost em 83, Jones e Reuteman em 81 sentiram a língua afiada do Nelson e se borraram todos.

  • Claudio Antonio Cesario Dasilv

    Não tenho duvidas com relação ao talento de Nelson. Agora é preciso deixar claro que imagem é algo que se constrói e Nelson não se empenhou em fazer isto. Fora isto na Brabham ele nunca teve oposição. Quando foi a para a Williams teve oposição fortíssima de NIgel e mesmo assim desdenhava do inglês . Em 1987 deixou no ar que Nigel tinha se borrado de medo dele e por isso fingiu ter se ferido gravemente e por isso não disputado a parte final da temporada. Quando Nigel veio participar da gravação do comercial do Focus Nigel deu sua versão da historia e Nelson não o desmentiu . Piquet tambem deu sua parcela de contribuição para este estado de coisas e não pode ser considerado um injustiçado.

    • Lucas Berredo

      Com certeza, Claudio.

      Mas como esclareci logo no primeiro parágrafo do texto, a intenção aqui não era avaliar o talento do Piquet e sim como ele é relembrado no mundo da F1, em especial na mídia internacional.

      Valeu!

  • Gustavo Segamarchi

    São poucos os sites aqui no Brasil que fazem grandes análises como essa. Dou nota 11 para esta matéria.

    Sou um grande fã de Senna e Piquet. Senna era uma espécie de anjo, um cara iluminado que conseguiu bater de frente e superar o grande nome da época, o Prost e, também conseguia desenvolver bem com carros inferiores.

    Pra mim, a arrogância de Piquet e o talento de acertar carros o torna um MITO da F1. Todos nós sabemos das asneiras que ele falava e isso fez dele um personagem zoeiro e comediante da F1(KKKK).

    Piquet MITO.

  • ExpressoDaParaíba

    Piquet gosta de pilotar, lógico, reclamou mais dinheiro pq havia dado um título à equipe ganhando pouco, merecia, mas ele estava lá pra pilotar, qndo vinham os extra corridas, entrevistas, relações com outros pilotos, ele meio que se sentia sufocado, e aí aconteciam as besteiras, como as coisas que falava,. O problema pros outros, eh que ele tava cagando pro que falavam dele, ou se não gostavam do que ele falava, por isso a imprensa inglesa com seu caráter justo não gostava dele, ainda mais por sua relação com um inglês em especial. Pra mim, um dos poucos corredores de verdade, de testar, consertar, melhorar e pilotar, tudo isso por prazer acima de tudo.

  • Renato DCD

    Piquet foi grande. O problema está no messianismo (aqui no Brasil) que impuseram sobre o Senna. Outro ponto é que ele sempre foi avesso a imprensa e toda a bajulação de herói nacional que o outro herdou, virando quase uma tara sexual do Galvão.

    Mas ele pilotou muito e sabia se sobressair em condições adversas e criar acerto. Senna já sim poderia ser considerado campeão de um carro só (McLaren-Honda), pois em Toleman e Lotus tinham brilharecos e vitórias na chuva/pistas de rua. Mas não questiono a genialidade dele, apenas o messianismo.

    O que Piquet fez em 87 depois de porrar em Imola e estar claramente mais lento e mesmo assim ser campeão deveria ser digno de nota.

    • Max Guerald

      Seu último parágrafo foi certeiro!

    • Renato Rafa Souza

      Eu gosto do Piquet, mas 1987 foi a sua grande temporada. Ele foi campeão com 2 corridas de antecedência, fez 4 poles (depois do acidente) venceu 3 corridas. ganhou com 73 (76 total) pontos contra 61 de Mansell, me cite outra temporada que ele tenha chegado perto disto? Em 1986 ele terminou em terceiro. 1981 ganhou com apenas 50 pontos e estava em desvantagem contra Reutemann na última corrida, mas conseguiu ser campeão com 1 ponto de vantagem e eu te pergunto e 1983 a mesma coisa ocorreu Piquet estava em desvantagem contra Prost, conseguiu ser campeão na última corrida com apenas 59 pontos. O próprio Piquet disse em 1987 que o acidente não afetou ele exceto nas primeiras corridas tem entrevistas dele no youtube, só que depois ele mudou a versão, principalmente depois que o Murray Walker criticou muito a performance de Piquet contra Nakajima e comparou depois com a de Senna contra o mesmo Nakajima. Foi a partir daí que o Nelson começou a dizer isto aí. A mesma coisa ocorre em relação ao Senna, o Piquet sempre elogiou muito o Senna como piloto, mas depois que o Nelsinho se envolveu no escândalo de Singapura, o Nelson (para se defender das redes sociais) começou a atacar o Senna.

    • Esse negócio de “messiânico no Brasil, “herói da Globo”… Desculpe, mas é um argumento bastante gasto, não? Como citou o autor, Senna fica regularmente à frente de Piquet em enquetes do mundo todo, mesmo entre pilotos. Certamente não por influência do tal “messianismo” — que até existe, por sinal.

      “Não questiono a genialidade”. Não é o que fez pouco antes ao chamar os resultados com Lotus e Toleman de “brilharecos”?

      • Alexander Fernandes

        Vou me meter no assunto: lembra o então famoso trenzinho do Senna? Ficava fechando tidos os carros mais velozes e formando fila. Não temos que ficar comparando. Senna era muito preciso, Piquet raça pura e risco. Os dois ten que ser lembradis pelis seus méritos. O resto a história vai acabar se incumbindo de apagar.

    • Paulo Santana

      Se for verdade o que Piquet disse….. (difícil de acreditar por que ele fez 4 poles e venceu 3 provas depois do acidente)…. que ele só pensava no dinheiro por isto foi para a Lotus, ele é um mau caráter, porque quando ele foi para a Lotus ele culpou o projetista Ducarouge de ter feito um merda de carro, um carro bomba e isto custou o emprego de vários engenheiros da Lotus, não só Ducarouge, mas outros com Martin Olgivie e até Peter Wright foram afastados, vários mecânicos e projetistas da década de 70 tiveram que sair, inclusive alguns com mais de 20 anos de casa. Muito triste.