Quem é quem? Conheça detalhes dos 10 carros da F1 de 2018

1

A F1 está com seus preparativos em andamento para a temporada de 2018. Nos testes de Barcelona, as equipes levam seus carros à pista para valer pela primeira vez, o que dá os sinais iniciais do que vem por aí durante o campeonato.

Ainda é cedo para cravar qual time vai levar vantagem sobre qual. Porém, já vêm à tona os primeiros detalhes técnicos de cada um dos modelos – e é isso que nós detalhamos neste vídeo especial.

Assista ao vídeo produzido pelo Projeto Motor no topo desta nota e aproveite também para se inscrever em nosso canal no YouTube. Assim, você fica por dentro de todos os nossos materiais, além de receber os alertas para poder participar com a gente nos vídeos ao vivo!

Acompanhe o PROJETO MOTOR na redes sociais: Twitter | Facebook | YouTube

SAUBER C37-FERRARI

DEstaque

Depois de ficar na lanterna da F1 no ano passado, a Sauber trouxe várias mudanças para dar a volta por cima com o C37. O carro apresenta uma série de novidades, que vão desde um bico diferente, suspensão mais alta para melhorar o fluxo de ar para a traseira até chegar nos defletores, que são muito mais complexos do que no ano passado. As mudanças também envolvem a entrada de ar acima da cabeça dos pilotos, mais sofisticada com a introdução do halo. Tudo isso, aliado a um motor atualizado da Ferrari, representa a esperança de recuperação para a Sauber.

MCLAREN MCL33-RENAULT

destaque

Confiante de que já tinha um dos melhores chassis da F1 em 2017, a McLaren não implementou mudanças dramáticas no MCL33. No geral, o carro laranja e azul manteve alguns dos conceitos aplicados no ano passado, especialmente na porção dianteira. Mas a equipe teve algumas dores de cabeça para se adequar à diferente arquitetura do motor Renault. O modelo conta com entradas de ar laterais menores, o que tem consequências em refrigeração e aerodinâmica. A carenagem do propulsor ficou um pouco mais extensa. O MCL33 também aplicou a filosofia de manter sua traseira mais alta do que a frente, o que, em tese, melhora o desempenho da asa dianteira e do difusor.

HAAS VF-18-FERRARI

Haas 4

A Haas apostou em estabilidade para dar um salto à frente em 2018. O VF-18 possui basicamente a mesma filosofia do ano passado, tendo apenas algumas adequações para as mudanças no regulamento – como a implementação do halo e o banimento da barbatana de tubarão. A entrada de ar lateral e os defletores possuem semelhanças com o que foi usado pela Ferrari em 2017. Para sua terceira temporada na F1, o time americano tem a ousada meta de ficar a 0s5 da Scuderia de Maranello.

TORO ROSSO STR13-HONDA

Toro Rosso d

A Toro Rosso teve de se adequar a mais uma troca de motor para 2018, quando vai utilizar os Honda. Porém, por mais que a adoção dos propulsores japoneses ao STR13 tenha sido relativamente tranquila, ela exigiu alguns ajustes, especialmente na instalação da caixa de câmbio. O time também remodelou a parte dianteira do carro, refinando a aerodinâmica e a suspensão. A equipe espera que, enquanto única cliente da Honda, conseguirá desenvolver um bom trabalho em conjunto e evoluir no pelotão.

RENAULT R.S.18

Destaque

A Renault terminou 2017 em alta e quer repetir seu progresso com o novo RS18. Por isso, o modelo que ela mostrou ao mundo não apresentava grandes mudanças em relação ao ano passado – com exceção de uma traseira visivelmente mais compacta, o que deve trazer ganhos na instalação e no resfriamento de motor e câmbio. Porém, o time deverá trazer melhorias ao RS18 até o início da temporada. Outro foco da equipe está debaixo da carenagem, já que a intenção é deixar a unidade de potência ainda mais forte e confiável.

WILLIAMS FW41-MERCEDES

Destaque

Como a aerodinâmica foi um de seus pontos fracos em 2017, a Williams aplicou grandes mudanças no FW41. No geral, o carro aplica conceitos utilizados tanto por Mercedes quanto por Ferrari, e não é a toa: o projeto é liderado por Paddy Lowe, que passou pela equipe alemã, e Dirk de Beer, ex-Maranello. O bico do FW41 aplica conceitos da Mercedes do ano passado, assim como a entrada de ar superior. Já a parte lateral incorpora atributos que funcionaram bem com a Ferrari em 2017. No geral, foi um dos carros que mais apresentou novidades em relação ao seu antecessor, o que dá esperanças à Williams de uma temporada de crescimento.

FORCE INDIA VJM11-MERCEDES

Destaque

A Force India teve campanha sólida no ano passado, então, naturalmente, o VJM11 aproveita muito do que deu certo em 2017. Como sempre, o intuito do projeto é fazer com que o ar tenha boa passagem pelos defletores e pela lateral para chegar ao difusor, que é bastante largo. No passado, o time teve problemas com o sobrepeso de seu conjunto, e a introdução do halo representa um desafio a mais nesse sentido. De qualquer forma, a Force India acredita que, com o VJM11, poderá continuar como a “melhor do resto”.

RED BULL RB14-RENAULT

Destaque

Para ser competitiva desde o início da temporada, a Red Bull de Adrian Newey acelerou o desenvolvimento do RB14. O bico do novo modelo apresenta a mesma entrada que já usava antes, o que serve para diminuir a turbulência e redistribuir o ar. Na lateral, a entrada dos radiadores é bem estreita, o que permite que a equipe seja agressiva ao desenhar a carenagem para a parte traseira e melhorar a distribuição para o difusor. O modelo espera extrair o máximo do motor Renault para voltar a ser protagonista.

FERRARI SF71H

DWpcO3lXcAcgTes

Já a Ferrari fez alguns ajustes para melhorar a competitividade de seu conjunto para 2018. O SF71H leva conceitos aplicados em seu carro do ano passado a um nível além, com destaque, como sempre, para a parte lateral. A entrada de ar dos radiadores novamente é estreita e alta, e mais complexa do que vinha adotando. Até os retrovisores foram modificados por razões aerodinâmicas. O SF71H também conta com uma distância entreeixos maior, o que deve fortalecer o desempenho da equipe em pistas de alta velocidade.

MERCEDES W09

Mercedes W09

Por fim, a Mercedes foi mais uma que manteve um conceito que deu muito certo em 2017. O W09 conta com vários recursos do carro campeão do ano passado, como a suspensão de perfil mais alto e a chamada “capa” ao lado do bico para facilitar a passagem do ar. Mas, no caso da suspensão, houve ajustes para melhorar o uso dos pneus, um dos pontos fracos da equipe na temporada anterior. De qualquer forma, a Mercedes confia que já possui uma base forte o suficiente para dar continuidade ao seu domínio.

 

Assista também ao Debate Motor #106 com a análise dos primeiros testes da F1

 Comunicar Erro

Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.