Red Bull espera fazer parceria com a Honda decolar com novo RB16

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A Red Bull tem como principal objetivo na temporada de 2020 da F1 dar continuidade à boa impressão causada no início de sua parceria técnica com a Honda. 

Em 2019, a equipe austríaca fez aliança com a montadora japonesa a fim de ter uma relação oficial de fábrica e, assim, poder fazer frente a Mercedes e Ferrari na luta pelas principais posições do pelotão. 

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Mesmo com certa desconfiança inicial, o saldo geral foi positivo: Max Verstappen obteve três vitórias (menos apenas que os pilotos da Mercedes) e terminou em terceiro lugar no Mundial de Pilotos, à frente da dupla da Ferrari. 

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Assim, com o novo modelo RB16, apresentado nesta quarta-feira (12), a Red Bull espera seguir a tendência e até realizar voos mais altos. O carro já foi colocado na pista para um dia de filmagens em Silverstone, até para evitar qualquer contratempo indesejado na curta pré-temporada – que terá apenas seis dias de atividade no total.

A Red Bull seguiu a tendência de fazer poucas mudanças em relação ao seu carro do ano anterior, até porque o regulamento 2020 não apresenta grandes novidades no aspecto técnico. O modelo RB16 mantém o perfil de ter um alto rake (ou seja, ter a parte traseira mais elevada em relação à dianteira), sendo que alguns ajustes foram feitos no estreito bico. Mas, no geral, o conceito permanece o mesmo – inclusive na pintura, que apresentou a mesma tendência das últimas temporadas

O chefe da Red Bull, Christian Horner, analisou: ”Tivemos estabilidade no regulamento pela primeira vez em cinco ou seis anos, e isso nos dá uma real oportunidade de desafiar nossos rivais. Todas as lições que aprendemos no último ano foram transferidas do RB15 para o RB16. Também temos estabilidade na equipe, incluindo nos pilotos e no departamento técnico, e, aliado ao bom momento que construímos na segunda metade da temporada passada, estamos em posição muito boa para desafiar neste ano.”

O dirigente também enalteceu o papel da Honda neste processo. “Um grande fator que nos permite lutar pelo título é a unidade de potência, e, na Honda, temos uma parceira intensamente motivada e competitiva. A Honda fez um ótimo trabalho em 2019, e cada novidade na unidade de potência trouxe mais performance e força. Sinto que estamos ficando mais próximos de nossos principais rivais.”

A estabilidade também é vista no campo de pilotos. A dupla, formada por Max Verstappen e Alex Albon, foi mantida do fim de 2019 para cá, sendo que o holandês aproveitou a pausa de fim de ano para assinar uma renovação de contrato – agora, Verstappen e Red Bull estão juntos pelo menos até 2023. 

Desta forma, Verstappen não tem outro objetivo a não ser a luta pelo título. “Isso tira qualquer dúvida. Não há pontos de interrogação. Para mim, a Red Bull é o lugar certo para estar. Me sinto bem na equipe, há muitas pessoas boas e vejo motivação e ambição para lutar por vitórias e possivelmente pelo título.”

“Queremos realmente desafiar a Mercedes, e acho que podemos fazer isso. Temos que ver o que acontece nos testes de pré-temporada, mas o mais importante é que todas as pessoas da equipe estão incrivelmente motivadas.”

Albon também espera progredir em 2020, já que terá não só um maior entrosamento com a Red Bull, mas também com a F1 como um todo. O anglo-tailandês dará início à sua segunda temporada completa na categoria, desta vez realizando todos os testes preparatórios na Red Bull. 

“Estou em meu segundo ano na F1, então há um processo de aprendizagem menor”, comentou Albon. “Agora, é mais uma questão de fazer um ajuste fino nas coisas em que preciso trabalhar. As férias me deram um bom tempo para refletir, para analisar minha performance, para ficar feliz com as coisas que acho que funcionaram e para identificar as coisas que acho que não funcionaram.”

A Red Bull não conquista títulos na F1 desde 2013, no fim da era V8, quando Sebastian Vettel levou a taça de pilotos e a equipe triunfou entre os construtores. A pré-temporada da F1 em 2020 será realizada entre os dias 19 a 21 e de 26 a 28 de fevereiro. 

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de edições das 24 Horas de Le Mans e provas de categorias como Indy e WTCC.