Rivalidades entre companheiros de equipe que explodiram na F1

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Na história da F1, não é de hoje que companheiros de equipe se tornam grandes rivais. Às vezes a relação até começa boa, com muitos cumprimentos, palavras bonitas nas entrevistas, mas aos poucos a disputa por espaço, resultados e atenção do time acaba com todo o relacionamento.

Um exemplo claro de um iminente problema entre companheiros de equipe está acontecendo na Ferrari. Todo mundo está vendo e, graças as transmissões atuais que incluem o áudio dos rádios dos pilotos, ouvindo. A parceria entre Charles Leclerc com Sebastian Vettel está esquentando nos últimos meses. E, convenhamos, a equipe de Maranello não é historicamente a que melhor lida com este tipo de relação. Até por isso, ela sempre defendeu a imposição de posto de pilotos número um e dois.

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Só que a questão entre Leclerc e Vettel é complicada. Como segurar dois pilotos tão diferentes e em estágios distintos da carreira, mas que ainda estão cheios fome por vitórias. A história nos mostra que muitas vezes times que não souberam equilibrar esta balança entre companheiros de equipe acabaram com derrotas surpreendentes ou perda de um dos nomes.

Vettel é um tetracampeão mundial que aceitou o desafio de tentar liderar a Ferrari a partir de 2015, após os longos anos da era Fernando Alonso. Com Kimi Raikkonen como companheiro de equipe, ele sempre se sobressaiu. Para este ano, o time resolveu trazer um novo parceiro para o alemão. Um jovem de 21 anos, com apenas uma temporada de F1 nas costas, que chegava para começar a ser treinado para ser uma estrela da próxima temporada.

Só que Leclerc resolveu colocar as manguinhas de fora logo em seu primeiro ano. Já soma seis poles (quatro consecutivas) contra uma de Vettel e tem duas vitórias diante de uma do parceiro de time. Esta ascensão do monegasco, porém, já começou a causar ruídos entre os companheiros de equipe. E a verdade é que muito disso está acontecendo pela falta de habilidade dos dirigentes da Ferrari em administrar situações e insistirem em controlar seus pilotos do pit wall com ordens e estratégias malucas.

Na primeira prova do ano, ao se aproximar de Vettel nas voltas finais, Leclerc perguntou se poderia atacar o alemão e recebeu um não no rádio. Na corrida seguinte, no Bahrein, ao ver que estava mais rápido nas voltas iniciais, mais uma vez pediu permissão para ir para cima do parceiro e desta vez escutou um “espere umas voltas”. Bem, ele não esperou, passou, controlou a corrida e só não ganhou porque teve um problema de motor.

Com andar da temporada, depois de várias táticas de equipe com “deixa passar” para lá, “estratégias diferentes” par cá, a primeira grande demonstração de insatisfação aconteceu em Monza. E foi de Vettel. Leclerc cravou a pole position em uma classificação louca, em que Vettel ficou esperando o monegasco puxar o ritmo à sua frente para ele utilizar seu vácuo. Mas com a demora do parceiro em acelerar, ele acabou nem abrindo tempo no final da sessão. O problema é que existia um acordo, que por conta do revezamento de quem faz o Q3 na frente, aquela seria a vez de Leclerc.

“Na primeira tentativa, eu fui à frente. Na segunda tentativa de volta rápida, não deveria ter sido eu na frente. Não tem como ficar feliz, não era o combinado. Ele deveria estar à frente o tempo todo. Eu fiz uma boa volta, o carro estava bom, mas eu não peguei o vácuo, que hoje é a diferença do meu tempo para o tempo da pole”, reclamou o alemão.

Na corrida seguinte, foi a vez de Leclerc ver problemas na ação não só de seu companheiro, mas principalmente da Ferrari. O monegasco largou na pole do GP de Singapura e controlava a corrida, quando perdeu a ponta para Vettel, que vinha em terceiro no primeiro trecho da prova, após uma manobra de undercut na parada para troca de pneus. Ao ver que tinha sido superado pelo companheiro na estratégia de box, ele logo começou a reclamar no rádio.

“Para ser bem honesto com você, não entendo o undercut. Mas seja lá o que for, vamos discutir depois da corrida”, disse Leclerc. Algumas voltas depois, quando teve pedido negado para atacar, ele mais uma vez mostrou sua frustração. “Não serei estúpido. Não é meu objetivo. Quero que a gente consiga a dobradinha. Só acho que não é justo. Mas isso não vai mudar nada. Não vou ser estúpido.” Vettel acabou com a vitória e Leclerc teve que se contentar com o segundo lugar.

Vettel toma a ponta em Singapura após undercut em Leclerc
Vettel toma a ponta em Singapura após undercut em Leclerc (Foto: Glenn Dunbar / LAT Images / Pirelli)

Em Sochi, com Leclerc na pole e Vettel em terceiro no grid, a Ferrari resolveu montar uma estratégia para assumir as duas primeiras posições na largada. Como a zona de aceleração depois da linha de partida é longa na pista russa, a ideia era que Leclerc ficasse todo o tempo à esquerda para que Vettel, logo atrás, pudesse aproveitar seu vácuo e ganhar velocidade contra Hamilton. Como ficaria mais rápido por carregar menos arrasto aerodinâmico, era previsto pelo time que o alemão chegasse ao final da reta mais rápido também que Leclerc, então, mandaram o monegasco não lutar pela posição para eles não perderem tempo e a liderança seria devolvida depois.

Tudo aconteceu dentro do esperado e Vettel pulou na frente, com Leclerc em segundo. O piloto de 21 anos começou a pressionar sobre a troca de posições. A Ferrari prometeu algumas vezes que seria “na volta seguinte”, mas Vettel resolveu não desacelerar e contestava tirar o pé dizendo que o companheiro tinha ficado muito para trás. O time acabou fazendo a inversão na estratégia de paradas, desta vez com o Leclerc parando antes para ficar na frente depois.

No final das contas, Vettel abandonou com problemas e a Mercedes ganhou a corrida ao se beneficiar do safety car provocado pelo próprio alemão. Mas a sensação que ficou é mais uma vez de que a paciência com o espírito de cooperação exigido pela Ferrari está acabando tanto para Leclerc como Vettel. A pergunta é “se” e principalmente “quando” esta bomba de companheiros de equipe pode estourar.

Outras brigas de companheiros de equipe

Lewis Hamilton x Nico Rosberg (Mercedes – 2013 a 2016)

Não há muito tempo, a Mercedes que enfrentou problemas entre seus pilotos. A escalada da rivalidade de Hamilton e Rosberg foi rápida. Os dois eram bons amigos até dividirem a mesma equipe, com carreiras caminhando juntas desde os tempos do kart.

Em 2014, com a Mercedes dominando a F1 graças ao seu novo conjunto híbrido, o embate direto trouxe problemas entre os companheiros de equipe. Hamilton começou a mostrar desconforto como Rosberg estava lidando com a disputa, inclusive levantando suspeitas de que ele teria provocado uma bandeira amarela propositalmente na classificação do GP de Mônaco para garantir a pole. Algumas etapas depois, na Hungria, em certo ponto da corrida, o time pediu para o inglês deixar o parceiro passar por conta das estratégias diferentes de paradas de pneus. Hamilton se recusou a abrir passagem, o que deixou Rosberg revoltado.

Hamilton e Rosberg bateram no GP da Espanha de 2016
Hamilton e Rosberg bateram no GP da Espanha de 2016

Na etapa seguinte, em Spa, em uma dividida na segunda volta, a asa dianteira do alemão tocou e furou o pneu traseiro de Hamilton. A partir deste momento, a rivalidade explodiu de vez. O inglês venceu os campeonatos de 2014 e 15 em cima do parceiro. Em 16, os dois bateram e abandonaram na Espanha e depois na Áustria, na última volta, mas dessa vez Hamilton ainda conseguiu vencer enquanto Rosberg, com o carro avaliado terminou apenas em quarto e ainda recebeu punição de 10 segundos pela manobra. No final, o alemão levou o campeonato e anunciou a aposentadoria.

Rene Arnoux x Alain Prost (Renault – 1981 e 82)

Até o final de 1980, Arnoux era o líder da equipe Renault dentro da pista. Isso mudou a partir de 81, com a chegada de Prost. O futuro tetracampeão mundial aniquilou o compatriota em sua primeira temporada na equipe da marca francesa ao marcar 43 pontos (incluindo três vitórias) contra apenas 11 do adversário.

A Renault, obviamente, começou a dar mais e mais atenção a Prost, o que deixou Arnoux desconfortável. A situação ainda ficaria pior com o começo de 82, quando Prost venceu as duas primeiras corridas da temporada e logo se colocou como um dos candidatos ao título.

Arnoux Prost GP da França 1982
Arnoux lidera Prost durante o GP da França de 1982

A explosão da rivalidade aconteceu na 11ª etapa, justamente na França. Até aquela altura, Prost tinha 19 pontos no campeonato (16 atrás do líder Pironi) enquanto Arnoux carregava apenas quatro. A Renault liderava a corrida com seus dois carros, com Prost atrás. Então, por conta da pontuação, veio o pedido de inversão de posições. Arnoux não obedeceu e venceu a corrida, deixando o companheiro furioso.

O clima dentro da equipe até o final do ano ficou insustentável para os dois trabalharem juntos. Arnoux então decidiu aceitar uma proposta da Ferrari e deixou a Renault em 83.

Alan Jones x Carlos Reutemann (Williams – 1980 e 81)

Já contamos essa história aqui no Projeto Motor em outro artigo que merece leitura. Para 1980, Reutemann aceitou um contrato com a Williams de segundo piloto e que dizia explicitamente que seu trabalho seria ajudar Jones a ser campeão. O que acabou realmente acontecendo naquela temporada, apesar do argentino não ter precisado em nenhum momento ter cedido alguma posição ou coisa assim.

Para 81, no entanto, com Jones já campeão, Reutemann se sentiu livre. O australiano venceu a primeira etapa do campeonato, na África do Sul, e na segunda, as Williams lideravam com o argentino à frente quando veio a ordem para inversão de posições. Reutemann resolveu não obedecer e venceu a corrida.

A famosa placa apresentada pela Williams no GP do Brasil de 81

A relação entre os dois azedou tanto que eles pararam de se falar. A própria Williams também rachou internamente com a rivalidade. Desta forma, a disputa entre os dois seguiu até o final da temporada, com um tirando pontos do outro. Quem se beneficiou na disputa foi Nelson Piquet. Mesmo com um carro inferior, o brasileiro, primeiro piloto indiscutível da Brabham (o companheiro dele, Hector Rebaque, era fraquíssimo), foi comendo pelas beiradas e conquistou o título mundial no final do ano batendo Reutemann por um ponto e Jones por quatro. O australiano anunciou a aposentadoria e foi embora da equipe.

Sebastian Vettel x Mark Webber (Red Bull – 2009 a 13)

Vettel e Webber formaram a dupla que levou a Red Bull a suas maiores glórias. Os dois passaram a dividir a equipe em 2009 e logo no ano seguinte, com o time se estabelecendo entre os grandes da F1, os problemas começaram.

O australiano iniciou 2010 melhor, mas a Red Bull nunca escondeu que via no jovem alemão sua grande esperança para o futuro. Os dois nunca se deram muito bem e a rivalidade explodiu quando Vettel forçou uma ultrapassagem no GP da Turquia e os dois bateram, deixando caminho livre para os rivais da McLaren ficarem com a vitória.

Algumas etapas depois, a Red Bull resolveu tirar uma asa dianteira com atualizações do carro de Webber para colocar no de Vettel, que tinha sofrido danos em sua única peça do tipo. O australiano, mesmo frustrado, conquistou a vitória e declarou no rádio “nada mal para um segundo piloto”.

Webber seguiu pela maior parte da temporada como o grande candidato ao título pelo Red Bull, em uma disputa que também contava com Fernando Alonso, da Ferrari, Lewis Hamilton e Jenson Button, da McLaren, e o próprio Vettel. Na última etapa, o alemão conseguiu uma incrível virada e conquistou o campeonato, mesmo sem ter liderado a classificação geral por sequer uma etapa antes.

O resultado consolidou de vez a liderança de Vettel na Red Bull, relegando cada vez mais Webber ao cargo de segundo piloto. O alemão levantou mais três títulos nos anos seguintes e a relação dos dois nunca foi boa.

Vettel passa Webber no GP da Malásia de 2013

No GP a Malásia de 2013, a situação entre os companheiros de equipe ficou escrachada quando Webber voltou dos pits na liderança, com Vettel em segundo. A Red Bull mandou os dois manterem suas posições, mas o alemão atacou mesmo assim e conquistou a vitória. Depois da prova, o time ainda assim apoiou a atitude do já tricampeão, o que motivou Webber a deixar a equipe e a F1 ao final do ano.

Fernando Alonso x Lewis Hamilton (McLaren – 2007)

A McLaren tinha uma equipe completamente nova com o então bicampeão mundial, Fernando Alonso, e o estreante Lewis Hamilton, vindo do título da GP2. Tudo indicava que o espanhol seria o líder do time nos anos por vir até que o inglês pudesse ganhar protagonismo com mais experiência. Só que Hamilton resolveu não esperar.

Logo em sua primeira temporada, o novato mostrou uma incrível consistência e começou a acumular pontos e vitórias, se colocando como candidato ao título ao lado do parceiro na briga contra a Ferrari. A situação deixou Alonso frustrado, já que ele entendia que deveria ter um tratamento especial. Além disso, ele começou a reclamar que, por ser um inglês em uma equipe inglesa, a McLaren estaria protegendo sua promessa.

Contrariando os prognósticos, Hamilton bateu Alonso em 2007

A explosão definitiva do problema aconteceu no GP da Hungria. Alonso estava revoltado com a postura de Hamilton não obedecer instruções da equipe e os combinados da ordem dos carros na classificação. Assim, no final do Q3, ele entrou nos boxes para a troca de pneus antes de Hamilton e ficou estacionado na frente da garagem da McLaren para não permitir que o inglês fizesse o mesmo. Com ajuda de seu fisioterapeuta, que cronometrou tudo ao lado, ele só deixou a posição quando Hamilton não tinha mais tempo de colocar compostos novos e abrir nova volta.

A manobra rendeu uma punição a Alonso e um racha definitivo não só com Hamilton, mas com Ron Dennis e a McLaren. A briga, inclusive, teve como pano de fundo o caso de espionagem de dados da Ferrari, em que o espanhol fez questão de prejudicar sua própria equipe.

Hamilton e Alonso mantiveram a briga acirrada até o final do ano. Enquanto isso, Kimi Raikkonen fez um final de campeonato a todo vapor e tirou o título dos pilotos da McLaren na última etapa, em Interlagos.

Sem clima, Alonso deixou a McLaren e retornou à Renault.

Gilles Villeneuve x Didier Pironi (Ferrari – 1981 e 82)

O canadense e o francês foram companheiros de equipe em 81, mas a explosão da rivalidade aconteceu em 82 e durou, de forma fatídica, apenas algumas semanas.

Com os principais rivais fora da briga no GP de San Marino, a Ferrari mandou Villeneuve e Pironi economizarem combustível e manterem suas posições. O francês, no entanto, desobedeceu a ordem e foi para cima. Os dois passaram várias voltas trocando ultrapassagens até que no último giro, Pironi forçou em cima de Villeneuve e conseguiu a ponta definitivamente para vencer a prova.

Villeneuve chegou a dizer que abriria guerra contra o parceiro a partir daquele momento. Só que o canadense morreu semanas depois, nos treinos para o GP da Bélgica, forçando para superar Pironi.

Mike Hawthorn e Peter Collins x Luigi Musso (Ferrari – 1958)

Uma das histórias de rivalidade mais trágicas da história da F1. Hawthorn e Collins tinham personalidades parecidas e gostavam de correr e ter uma vida cheia de festas fora delas. Além disso, eram ingleses, em uma época em que os pilotos do país gostavam de se ver mais do que tudo como representantes da bandeira britânica em pistas europeias.

Eles tinham como companheiro de Ferrari Luigi Musso, piloto de talento e que não se dava muito bem com os parceiros. O italiano também logo descobriu que os ingleses tinham um acordo de repartir as premiações das corridas, por isso, um ajudava o outro nas provas e classificações para o grid de largada. Sentindo-se prejudicado, Musso começou a trabalhar cada vez mais forte e a rivalidade dentro do box da equipe de Maranello explodiu.

Com dívidas a serem pagas, Musso também precisava dos prêmios das corridas, e forçando uma ultrapassagem sobre Hawthorn na etapa Reims, ele escapou da pista e sofreu um acidente fatal. Algumas provas depois, Collins também morreu em uma batida em Nurburgring.

No final do ano, Hawthorn conquistou o título pela Ferrari, mas a situação de luto o fez abandonar as pistas.

Ayrton Senna x Alain Prost (McLaren – 1988 e 89)

Uma das maiores rivalidades da história da F1. Prost era o grande líder da McLaren e estava na equipe desde 1984. Desde então, já tinha conquistado dois títulos mundiais. Senna era uma estrela em ascensão, que carregava grandes atuações dos tempos de Lotus e que agora teria no time inglês um carro para brigar pelo título.

A McLaren foi a equipe dominante das temporadas de 1988 e 89, graças a um ótimo carro e ao motor da Honda. Com dois pilotos absurdamente talentosos fazendo uma espécie de match race, a temperatura obviamente foi esquentando aos poucos. Uma manobra mais ríspida de um lado, outra do outro, e cada vez mais o clima de harmonia ia diminuindo.

Senna Prost batida suzuka 1989
A polêmica batida entre Prost e Senna na decisão do título de 1989 em Suzuka

Ao final do primeiro campeonato com a dupla, o brasileiro levou o título e a situação ainda estava controlada entre os companheiros de equipe. A explosão mesmo aconteceu em 89. Antes do GP de San Marino, Senna propôs um acordo de não ataque na primeira volta, aceito por Prost. A ideia era que como a McLaren tinha muita vantagem para os rivais, uma disputa entre os dois nos primeiros metros apenas abriria brecha aos adversários.

Na largada, Senna pulou na frente, com Prost em segundo. Na quarta volta, porém, um sério acidente de Berger com a Ferrari paralisou a corrida. Na relargada, o francês tomou a ponta, só que o brasileiro atacou algumas curvas depois, da Tosa, e retomou a liderança para vencer. Prost ficou furioso e acusou Senna de não ter respeitado o acordo de não ataque na primeira volta. O brasileiro chegou a ser repreendido por Ron Dennis algumas semanas depois e teria pedido desculpas.

A partir deste momento, a rivalidade só escalou. Prost também começou a acusar a Honda de enviar motores escolhidos especialmente a Senna. A decisão do título aconteceu em Suzuka, com a famosa manobra em que o brasileiro tentou a ultrapassagem e o francês fechou a porta, causando um acidente que lhe daria o título. Senna ainda conseguiria voltar e vencer a prova, mas foi desclassificado por cortar a chicane antes da reta quando retornou á pista.

Mesmo com o título mundial, Prost decidiu deixar a McLaren e seguir para a Ferrari. A rivalidade deles não diminuiu com mais uma decisão de campeonato entre eles acontecendo com um acidente, em 90, desta vez com Senna jogando o carro em Prost.


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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.