Sugerimos um calendário da F1 que une tradição e modernidade

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O sucesso de público no GP do México, um evento com relativa tradição na F1, suscitou um antigo debate entre os entusiastas do esporte: será que não chegou a hora da categoria voltar às pistas mais tradicionais e organizar um calendário que homenageie melhor sua história?

Pensando nisso, o comitê do Projeto Motor organizou uma agenda de 19 GPs que consideramos o ideal para a categoria. Tentamos elaborar um cronograma que juntasse antigas joias do passado a novos eventos favoritos do público, aliando tradição e modernidade na lista.

Primeiramente, é preciso reconhecer que há alguns aspectos do formato atualmente utilizado que o Projeto Motor considera adequados. A Austrália, que abriu 18 dos 20 últimos campeonatos disputados, já se estabeleceu como uma tradicional prova de início da temporada, e a atmosfera da cidade de Melbourne tem se mostrado propícia para a primeira etapa da maratona.

Público do México causou ótima impressão na F1
Público do México causou ótima impressão na F1

A F1 também adota algumas sequências que já se tornaram tradicionais, tanto pelo âmbito esportivo quanto em logística. Há uma série de corridas europeias em meados do calendário, além de provas no continente americano que são consideradas válidas pela nossa equipe.

Mas também há mudanças, já que optou-se por remover algumas das provas atualmente presentes no calendário da F1. A China, por mais que seja a segunda potência econômica do planeta, ainda não “abraçou” a categoria nesses 12 anos de corrida em Xangai, o que é visto com suas arquibancadas vazias.

O Oriente Médio também ficou de fora da lista do Projeto Motor. O Bahrein ainda vive situação turbulenta (o que inclusive resultou no cancelamento da corrida em 2011), enquanto que Abu Dhabi possui um circuito que, apesar de suas instalações de primeiríssimo mundo, deixa muito a desejar em termos de entretenimento.

Em vez delas, quatro outras provas foram acrescentadas. A primeira é em Kyalami, na África do Sul, já que um campeonato verdadeiramente mundial deveria contar com uma etapa no continente africano. O circuito, que foi adquirido por um executivo da Porsche em 2014, está passando por diversas reformas com o objetivo de modernizá-lo. Ainda não seria suficiente para os padrões da F1, mas o trabalho feito recentemente no Hermanos Rodriguez mostra que é possível transformar um circuito de instalações antigas apto a receber um GP.

Uma segunda corrida nos Estados Unidos também é vista com bons olhos pelo Projeto Motor. A prova aconteceria na Costa Oeste, de preferência na pista californiana de Long Beach – que, obviamente, também teria de passar por adequações. Mais tarde, haveria o retorno do GP da França, em Paul Ricard, um circuito que possui tradição na F1 e diversas opções de traçados diferentes, o que poderia apresentar alternativas distintas ano após ano.

F1 realizou testes oficiais no Algarve em 2008 e 2009 (Ferrari)
F1 realizou testes oficiais no Algarve em 2008 e 2009 (Ferrari)

A outra novidade seria o GP de Portugal, no moderno Autódromo Internacional do Algarve. A pista possui instalações condizentes à F1, além de um traçado repleto de subidas e descidas e curvas de alta e média velocidade.

A lista limitou-se a 19 provas, já que um calendário mais extenso que isso seria cansativo para as equipes, especialmente mecânicos que montam e desmontam equipamentos e demais estruturas em todas as provas. Em termos esportivos um número alto também não possui benefícios, mas isso é tema para um texto à parte.

A ordem das corridas se manteve relativamente semelhante à temporada presente, com algumas mudanças para abrigar os GPs resgatados. A adição de Kyalami depois da Malásia se deu por questões de logística geográfica e a segunda prova na América do Norte foi colocada em conjunto com o Canadá à moda da formatação imposta nos anos 80, quando Detroit e Dallas eram “casadas” com Montreal no calendário.

Também as alocações de França e Portugal, respectivamente, antes de Inglaterra e depois de Itália, foram motivadas em respeito à tradição das décadas de 80 e 90. A decisão do campeonato, como nos anos recentes, foi mantida em Interlagos.

Confira o calendário da F1 ideal do Projeto Motor e deixe também sua sugestão!

1. GP da Austrália (Melbourne)
2. GP da Malásia (Sepang)
3. GP da África do Sul (Kyalami)
4. GP da Espanha (Barcelona)
5. GP de Mônaco (Monte Carlo)
6. GP do Canadá (Montreal)
7. GP da América do Norte (Long Beach)
8. GP da França (Paul Ricard)
9. GP da Inglaterra (Silverstone)
10. GP da Alemanha (Hockenheim)
11. GP da Hungria (Hungaroring)
12. GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
13. GP da Itália (Monza)
14. GP de Portugal (Algarve)
15. GP de Cingapura (Marina Bay)
16. GP do Japão (Suzuka)
17. GP dos Estados Unidos (Austin)
18. GP do México (Hermanos Rodríguez)
19. GP do Brasil (Interlagos)

Assista à edição #13 do DEBATE MOTOR, com a equipe analisando o GP do México:

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