10+ Projeto Motor #18: os grandes momentos de Nelson Piquet na F1

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No último dia 3 de novembro a despedida de Nelson Piquet da F1 completou 25 anos. Aconteceu no GP da Austrália de 1991, em que o brasileiro terminou na quarta posição na chuvosa prova de Adelaide, que foi encerrada após apenas 14 voltas, com sua Benetton.

Para não deixar a data passar em branco, a equipe do Projeto Motor resolveu selecionar os 10 momentos de maior destaque da carreira do tricampeão.

Confira a lista, deixe seus comentários e relembre outras passagens de Piquet:

10º – GP dos EUA (Detroit) – 1987

Piquet largou logo atrás de Mansell e Senna e se manteve atrás dos dois adversários, mas na terceira volta sofreu um furo no pneu e foi obrigado a fazer um pitstop. A parada o derrubou para 21º. Mesmo assim, o piloto da Williams conseguiu uma belíssima recuperação nas ruas de Detroit para escalar o pelotão e terminar em segundo, atrás apenas do compatriota da Lotus e logo à frente de Prost e de Mansell.

9º – GP do Canadá – 1990

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Com uma Benetton ainda em evolução, Piquet se mostrou constante e veloz o bastante em Montreal em uma corrida complicada pelas condições do tempo e que começou com a pista molhada. O brasileiro bateu as Ferraris de Mansell e Prost e herdou a segunda posição de Berger, que punido em 1 minuto por queimar a largada, caiu para quarto apesar de ter recebido a bandeirada na frente.

8º – GP da Inglaterra – 1979

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Em sua primeira temporada completa na F1, Piquet estava na equipe Brabham e tinha como companheiro um dos grandes pilotos da época, o já bicampeão mundial, Niki Lauda. Apesar de praticamente um novato, o brasileiro mostrava seu conhecimento de mecânica e acerto de carro para surpreender o companheiro mais experiente. Na classificação do GP da Inglaterra, na veloz versão de Silverstone, ele tirou da caixa de câmbio as engrenagens das 1º, 2º e 3º marchas, que não eram utilizadas. Assim, ele conseguiu baixar o peso do carro em quase 20 quilos. O resultado foi a 3º posição no grid enquanto o austríaco largou em sexto, com um tempo 0s8 pior.

7º – GP da Alemanha – 1986

Uma corrida dramática, em que Piquet teve que mudar a estratégia de paradas de pneus e fazer dois pitstops, após ter feito um primeiro não programado muito cedo. No final da corrida, assumiu a ponta ao ultrapassar Rosberg. A curiosidade da prova ficou quanto a dificuldade dos primeiros em terminar por conta do consumo de combustível. Piquet e Senna chegaram balançando os carros para pescarem as últimas gotas enquanto a dupla da McLaren, Rosberg e Prost, sofreu com pane seca na última volta.

6º – GP de San Marino – 1981

Após uma intensa briga com Pironi, Piquet assumiu a ponta do primeiro GP de San Marino da história e dominou a parte final da prova para conquistar a vitória. A corrida aconteceu com chuva, o que não era extamente uma especialidade do brasileiro, mas ele surpreendeu os principais rivais com uma pilotagem bastante sólida. Era o segundo triunfo consecutivo do piloto da Brabham na temporada, o que lhe colocou no caminho para o seu primeiro título naquele ano.

5º – GP do Brasil – 1986

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Em sua estreia na Williams, Piquet foi quase perfeito. Tomou a liderança de Ayrton Senna nos primeiros metros e fechou o páreo com folga de 35s para o Lotus do paulistano, confirmando o ferrete de favorito para a temporada de 1986. O restante do campeonato acabou tendo um desenrolar diferente, mas a apresentação foi uma das mais sólidas na carreira do carioca.

4º – GP da França – 1985

Daqueles dias em que Piquet estava simplesmente acima dos rivais. Após largar em terceiro, ele ultrapassou Senna na sexta volta e depois deixou Rosberg para trás na 10ª. Com sua pilotagem sempre muito sólida e bastante consciente do que seu carro poderia fazer, o brasileiro levou a vitória liderando o restante da prova, sempre controlando sua vantagem, cruzando a linha de chegada com 6 segundos de vantagem para o finlandês da Williams. O triunfo acabou ficando marcado como o último da história da equipe Brabham.

3º – GP da Austrália – 1990

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Foi o “canto do cisne” para Piquet na F1. Revigorado por sua vitória no GP do Japão, Piquet teve na Austrália uma das apresentações mais inspiradas em muitos anos. Superou, na pista, os carros da Ferrari e a McLaren de Berger para assumir o segundo lugar, que virou primeiro com os problemas de Senna. Depois, guiou com sabedoria para evitar a tentativa desesperada de Mansell na reta final da prova. Ele venceria novamente na categoria, no Canadá-91, mas foi em Adelaide que Piquet teve sua última atuação digna do gênio que foi nas pistas.

2º – GP da Hungria – 1986

Esta talvez seja a atuação individual de Piquet que mais encheu os olhos do público. Na primeira edição do GP da Hungria, o então bicampeão superou um duelo mano a mano com Ayrton Senna para vencer a prova com grande folga. O jovem piloto da Lotus mostrava desde ali que era “casca grossa” em brigas por posição, o que obrigou Piquet a fazer a ultrapassagem que é considerada uma das mais espetaculares da história do automobilismo. Um prato cheio para quem é fã de boas disputas.

1º – GP do Canadá – 1984

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O GP do Canadá de 1984 foi a obra-prima de Nelson Piquet por uma série de fatores. Primeiro, tratou-se de uma vitória dominante em uma temporada que era protagonizada pela McLaren, com Prost e Lauda. Além disso, foi um teste de resistência: os pedais de seu Brabham-BMW estavam superaquecidos, o que provocou sérias queimaduras nos pés do piloto. Mesmo assim, Piquet suportou a dor para obter uma vitória marcante.

 

 

 

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