Caio Collet: amadurecimento técnico, Renault e próximos passos

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Sem representantes na F1, o Brasil vem acompanhando nos últimos anos sua próxima geração de pilotos que está crescendo nas categorias de base da Europa. Entre os vários nomes que estão ganhando destaque, Caio Collet é um dos que chama a atenção pelos primeiros resultados.

Após uma passagem boa em campeonatos europeus e mundial de kart, o paulista estreou no automobilismo em 2018 na F4 Francesa, já levando o título. Além da taça, a conquista lhe trouxe resultados rápidos na carreira, como um contrato com o empresário Nicolas Todt, filho de Jean Todt, e uma vaga no programa de formação da Renault.

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Em 2019, com este apoio, ele partiu para a F-Renault Europeia e terminou o ano com o título de melhor estreante do ano e quinto colocado na classificação geral, com seis pódios. Entre as diferenças que ele enfrentou, uma delas foi o trabalho de desenvolvimento do carro, já que na F4 Francesa não existe o sistema de equipes, com todos os carros ligados à organização. Ele mesmo admitiu, em entrevista exclusiva ao Projeto Motor, que faltou uma vitória, mas destacou seu amadurecimento técnico durante a temporada.

“Tivemos um pouquinho de altos e baixos, mas no geral fomos sempre constantes entre os três, quatro primeiros. Acho que faltou um pouco para a vitória, isso temos que trabalhar mais forte na próxima temporada. Mas acho que no geral foi uma temporada positiva”, contou o piloto de 17 anos, que em 2020 segue na F-Renault para tentar buscar o campeonato na geral.

“Acho que no começo do ano sofri um pouco por causa disso. Eu estava um pouco cru na parte técnica. Acho que ano passado não trabalhei muito nisso e este ano consegui evoluir bastante. Isso é um ponto positivo. Também trabalhar com dois companheiros de equipe que tive muito fortes. Os dois estavam no segundo ano, muito rápidos sempre, muito constantes. Acho que consegui aprender bastante”, continuou.

Paralelamente ao trabalho na pista, Caio Collet teve a oportunidade de estar próximo da equipe da Renault. A experiência lhe deu a chance de já sentir o modelo de trabalho de uma equipe de F1 e receber treinamentos específicos.

“É uma grande oportunidade na minha carreira estar ali dentro da fábrica, trabalhando com uma equipe de F1. Você consegue aprender como eles falam, o que eles fazem. Acho que isso para mim, desenvolvimento de qualquer piloto é muito importante. Também alguns training camps [campos de treinamento]que eles trabalham a parte física e mental, acho que isso ajuda também no desenvolvimento da minha carreira.”

Caio Collet, na etapa de Hockenheim da F-Renault Europeia de 2019
Caio Collet, na etapa de Hockenheim da F-Renault Europeia de 2019 (Foto: Diederik van der Laan / Dutch Photo Agency /Divulgação)

Entre as surpresas que uma equipe de F1 proporciona, o que mais chamou a atenção de Caio Collet é o que normalmente salta aos olhos dos novatos em um time deste nível: o número de pessoas envolvidas na operação.

“Acho que a quantidade de gente que trabalha para funcionar dois carros é realmente incrível. Na Renault, por exemplo, acho que são mais de 700 pessoas dentro da fábrica e nem viram o carro na pista, mas estão lá trabalhando todo dia. Acho que isso é surpreendente.”

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Para conferir a entrevista completa com Caio Collet, confira o vídeo que está embedado nesta nota ou vá direto ao nosso Instagram.


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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.