Dep. Erika Hilton pede investigação sobre ingressos do GP de São Paulo
A Deputada Federal Erika Hilton (PSOL/SP) oficiou à SENACON (Secretaria Nacional do Consumidor) um pedido de abertura de investigação sobre a venda de ingressos para o GP de São Paulo de F1, realizada pela empresa Eventim.
A comercialização dos ingressos para a edição de 2026 da corrida foi iniciada nesta segunda-feira (17) ao meio-dia e, em menos de uma hora, todos os setores já apareciam esgotados no sistema da Eventim.
A deputada Hilton afirmou que recebeu várias reclamações sobre o processo e questionou a rapidez da venda dos ingressos, considerando o tamanho do evento. Em 2025, segundo a própria organização do GP de São Paulo, 303.627 pessoas entraram no autódromo de Interlagos durante os três dias de prova.
“Por isso, estou requerendo que sejam apuradas as possibilidades de que parte dos ingressos tenha sido reservada para cambistas, para plataformas digitais de revenda ou para a venda em futuros lotes ‘extraordinários’ mais caros”, inquiriu a deputada em sua conta no “X”.
“Também estou solicitando que a Eventim seja questionada sobre quais os métodos utilizados para proteger sua plataforma de bots de compras automatizadas e como são feitos os procedimentos de confirmação de identidade dos compradores”, continuou.

Hilton ainda lembrou que o fato que o GP de São Paulo recebe dinheiro público, pois é a prefeitura local que paga as taxas da F1 para receber a corrida anual. “São cerca de 132 milhões de reais por ano pagos à F1, além do investimento de R$ 500 milhões feito pela prefeitura para requalificar o Autódromo de Interlagos”, destacou.
A deputada ainda apontou que o setor de eventos brasileiro, em geral, recebeu cerca de R$ 60 bilhões em dinheiro público do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).
O programa foi criado para conceder isenções fiscais a empresas do setor de eventos e turismo que foram impactadas pela pandemia de Covid entre 2020 e 22. O programa reduz a alíquota de tributos, como PIS, COFINS, CSLL e IRPJ, a zero por um período determinado, mediante habilitação da empresa.

“Isso tudo é dinheiro PÚBLICO. Um setor que recebe tanto apoio do governo e da sociedade PRECISA se guiar pelas melhores práticas comerciais possíveis”, finalizou Hilton em sua postagem.
O ofício da deputada foi encaminhado ao secretário da Senacon, Paulo Henrique Rodrigues Pereira. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que, entre outras atribuições, é responsável por coordenar a Política Nacional de Relações de Consumo no Brasil.
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