Sem nunca ter recebido a F1, Mount Panorama é um dos circuitos mais incríveis do mundo
(Foto: Divulgação)

As pistas mais legais em que a F1 nunca correu | 10+ Projeto Motor #16

A F1 já teve em seu calendário oficial 73 77 circuitos diferentes desde 1950. Isso sem contar as corridas não válidas pelo campeonato. Muitos deles fazem falta ao público, outros passaram ou ainda estão recebendo a categoria sem causar muita saudade ou paixão.

Por outro lado, diversos belos traçados pelo mundo nunca tiveram a chance de sediar um GP. A equipe do Projeto Motor resolveu então selecionar as pistas mais legais dentro desta lista. Não foi fácil. Na pesquisa surgiram até mesmo alguns autódromos que nem estão no mapa dos principais campeonatos, mas que possuem traçados muito interessantes e que possivelmente gerariam um bom apelo ao público.

Ao selecionarmos as 10 que entrariam nesta lista, em uma votação entre os integrantes do Comitê Editorial do site, várias citadas ficaram de fora. Mas fique à vontade para discordar da nossa lista ou da ordem e deixar nos comentários o seu ranking e opinião.

ATENÇÃO: importante ressaltar que foram considerados circuitos que nunca sediaram uma etapa válida pelo campeonato mundial. Alguns dos circuitos da lista chegaram a receber a F1 em períodos pré-Mundial ou em provas que não contavam pontos.

Vamos às 10 pistas mais legais que a F1 nunca realizou um GP válido pelo campeonato:

10º – PHILLIP ISLAND (AUS)

Extensão: 4.445 metros
Curvas: 12

Circuito de Phillip Island, na Austrália, é sem dúvida um dos mais bonitos do mundo (Foto: Divulgação)

Quem acompanha a MotoGP com certeza gosta desta pista. O circuito australiano, além de ter um belo traçado, com curvas fluídas tanto de alta quanto de baixa, também apresenta um dos cenários de fundo mais belos do esporte a motor internacional.

O local começou a receber corridas em 1928, com o GP da Austrália em estradas locais, mas passou a ter uma pista fechada mesmo apenas em 56. Desde 89, é sede da etapa australiana do Mundial de Motovelocidade, para inveja da turma das quatro rodas.

9º – MISTO DE DAYTONA (EUA)

Extensão: 5.729 metros
Curvas: 12

Circuito misto de Daytona ganhou notoriedade histórica por sediar as tradicionaus 24 Horas (Foto: Divulgação)

Daytona é um dos templos da Nascar por seu belo e rápido oval, além de toda a tradição de corridas de stock car desde os tempos em que elas eram realizadas nas areias das praias locais. O autódromo, porém, também é muito conhecido por sua 24 Horas, que é realizada em um misto que utiliza grandes partes do anel externo entre os trechos internos.

Não é um traçado muito técnico ou desafiador, mas é rápido e capaz de promover uma prova no mesmo estilo de Monza. Talvez, por questões de segurança, exija apenas algumas modificações para os carros de F1 não andarem tanto tempo no treco de oval.

Além disso, o evento na Flórida, em um circuito fechado e não em uma pista de rua, e em um dos autódromos mais importantes dos EUA, seria sem dúvida sem dúvida nenhuma bastante chamativo para a F1.

8º – ENNA PERGUSA (ITA)

Extensão: 4.950 metros
Curvas: 16

Circuito italiano de Ennea Pergusa já recebeu diversas categorias internacionais (Foto: Divulgação)

Bem no centro da Sicília, em torno do lago de Pergusa, próximo à bela cidade de Enna, foi construído em 1951 este circuito de alta velocidade, que aproveita muito das características naturais do local. No começo, era praticamente um oval, mas, com o tempo, algumas chicanes foram instaladas para diminuir a velocidade dos carros.

Entre 1962 e 65, o autódromo recebeu a F1 em provas não válidas pelo campeonato e que foram batizadas de GP do Mediterrâneo. Nos últimos anos, o circuito passou por obras para poder receber homologação FIA e sediou provas do europeu de turismo.

7º – PAU (FRA)

Extensão: 2.760 metros
Curvas: 15

O apertado circuito de Pau não dá muitas chances de ultrapassagens, mas é um enorme desafio para os pilotos (Foto: Divulgação)

Um dos traçados mais tradicionais do automobilismo internacional, o circuito de rua de Pau já foi sede do GP da França no período pré-II Guerra na década de 30. Corridas foram realizadas na região desde 1900.

Seu asfalto ondulado, as ruas apertados do centro da cidade passando ainda por trechos de velocidade considerável já viraram uma tradição. Desde a década de 60, sempre esteve no calendário de categorias de base como F2, F3000 e F3 (essa ainda corre por lá) e chegou a receber o WTCC nos anos 2000.

6º – POTRERO DE LOS FUNES (ARG)

Extensão: 6.270 metros
Curvas: 22

Outro circuito da lista que além do traçado legal possui como fundo um lindo cenário, no entorno do lago Potrero de los Funes, perto da cidade de San Luís. Trata-se de um circuito semipermanente, com um trecho passando por estradas locais.

O desenho original foi bastante modificado, mas as características, contornando os obstáculos naturais locais continuam lá. A construção aconteceu em 1987, mas ele foi totalmente refeito em 2008 e, desde então, já recebeu provas do TC2000 e até mesmo do antigo FIA GT.

É verdade que anda sendo subutilizado nos últimos anos, mas vem sendo mantido até por ter se tornado um grande destino turístico. Também recebe muitos eventos como competições e encontros de carros históricos e provas de ciclismo.

5º – ROAD ATLANTA (EUA)

Extensão: 4.088 metros
Curvas: 12

Os famosos "esses" de Road Atlanta seriam um enorme desafio para os pilotos e carros da F1
Os famosos “esses” de Road Atlanta seriam um enorme desafio para os pilotos e carros da F1 (Foto: Divulgação)

Localizado no estado da Geórgia, o circuito de Road Atlanta é um dos mais famosos mistos dos EUA. Inaugurado em 1969, hoje, é de propriedade da Nascar e sedia a Petit Le Mans, um novo clássico do endurance americano.

Além das constantes variações de revelo, o traçado possui uma sequência de “esse” bastante característica e a curva 12 em descida que também marca o autódromo. O espanhol Marc Gene já deu uma volta por lá com uma Ferrari de 2003. Confira só:

4º – ROAD AMERICA (EUA)

Extensão: 6.515 metros
Curvas: 14

Mais conhecido no Brasil como Elkhart Lake entre os fãs mais antigos da Indy, Road Atlanta é um belo circuito nos EUA (Foto: Divulgação)

Outro clássico do automobilismo americano, construído no final dos anos 40 e que recebe grandes eventos desde 1950. É mais conhecido no Brasil como Elkhart Lake, principalmente por conta da Indy, que correu lá entre 1982 e 2007 e voltou agora em 2016.

Atualmente, a Nascar Xfinity e a IMSA também organizam etapas no autódromo. Foi o local de um grave acidente de Cristiano da Matta, em que o brasileiro atropelou um cervo. Seu traçado é celebrado por ter longos trechos de aceleração em meio a curvas de vários ângulos e com variação constante de relevo. Além disso, as áreas de escape não são muito grandes, o que pune erros com acidentes.

3º – MACAU

Extensão: 6.120 metros
Curvas: 25

Circuito de Macau se tornou com o tempo um dos mais importantes do mundo, mesmo sem receber a F1
Circuito de Macau se tornou com o tempo um dos mais importantes do mundo, mesmo sem receber a F1

Um dos circuitos de rua mais famosos do mundo e que sedia o GP local desde 1954. Em 1983, passou a receber uma etapa especial da F3, que recebe campeões nacionais e regionais de todo o mundo.

Apesar de suas ruas estreitas e curvas apertadas, algumas em ângulos bastante fechados, o traçado possui trechos de alta velocidade em que os carros de F3 chegam aos 275 km/h. Vários dos grandes nomes da F1 dos últimos 35, incluindo Ayrton Senna e Michael Schumacher, venceram ou tentaram vencer a corrida.

2º – MOUNT PANORAMA (AUS)

Extensão: 6.213 metros
Curvas: 23

Mount Panorama é um circuito desafiador, com trechos de alta e de baixa, além de fazer parte de um belo cenário na Austrália (Foto: Divulgação)

Mais conhecido simplesmente pelo nome de sua cidade, Bathurst, este circuito australiano, inaugurado em 1938, é famoso por ser um dos mais desafiadores do mundo. O traçado passa por vários trechos de estrada aberta que precisa ser fechada para as corridas e conta com um relevo com 174 metros de diferença entre os pontos mais baixo e mais alto. As velocidades são altas e os muros sempre muito próximos,  por isso, os acidentes não são raros.

O primeiro trecho tem uma curva de 90 graus e uma longa reta a até que os pilotos chegam a um setor em subida, estreito, com curvas em sequência. A parte final novamente é de alta velocidade, em descida, passando pela famosa Reta Conrod.

Entre seus eventos mais famosos estão as 12 Horas de Bathurst e a Bathurst 1000. E já tivemos exibição recente de F1 por lá, com Jenson Button, de McLaren:

1º – LAGUNA SECA (EUA)

Extensão: 3.602 metros
Curvas: 11

A sequência Saca-Rolhas de Laguna Seca é icônica entre os fãs do automobilismo. Consegue imaginar a F1 descendo essa ladeira? (Foto: Red Bull Content)
A sequência Saca-Rolhas de Laguna Seca é icônica entre os fãs do automobilismo. Consegue imaginar a F1 descendo essa ladeira? (Foto: Red Bull Content)

Quem nunca imaginou a F1 correndo em Laguna Seca? Isso quase aconteceu no final da década de 80, mas o autódromo acabou sendo preterido na briga com Phoenix, que passou a receber o GP dos EUA. Na época, suas instalações pequenas e modestas já se mostraram uma deficiência para os organizadores do Mundial e, muito por conta disso, dificilmente este evento acontecerá algum dia.

Construído em 1957 no meio do deserto, o traçado é simples, porém, conta com um relevo que desafia os pilotos. O ponto mais emblemático, claro, é o Saca-Rolhas, um “S” com entrada cega em uma descida bastante íngreme. O circuito já recebeu categorias importantes como a Indy e IMSA e até mesmo a MotoGP.

Assim como em diversos outros circuitos americanos, a Ferrari já fez exibição por lá com Marc Gene. Vale conferir:

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