Adeus a Alan Jones: destaques da carreira do campeão da F1
Morreu no último 5 de novembro, aos 80 anos, em decorrência de uma batalha contra um câncer, Alan Jones, campeão mundial de F1 de 1980.
O australiano foi o primeiro piloto a erguer a taça do campeonato da categoria pela equipe Williams, abrindo uma nova era para o time que venceria mais seis títulos de pilotos e oito de construtores nas duas décadas seguintes.
Destacamos aqui alguns dos momentos mais marcantes da carreira de Jones, um piloto talentoso que bateu de frente dentro e fora da pista com muita gente, mas que deixou seu nome para sempre marcado na história da F1 e do automobilismo no geral.
O primeiro título da Williams
Antes de Jones, a equipe de Frank Williams era uma promessa no grid. Em 1980, o australiano conduziu o modelo FW07 (e sua evolução FW07B) a cinco vitórias e um total de 10 pódios em 14 etapas. A conquista do título mundial colocou a Williams no mapa das gigantes da F1.
A rivalidade de Jones com Piquet
Para erguer a taça de 1980, Jones precisou superar a ascensão do genial Nelson Piquet.
A batalha contra o brasileiro da Brabham foi tensa, com provocações e toques na pista. No fim, a consistência do australiano lhe garantiu o título.
No ano seguinte, Piquet deu o troco ao se aproveitar da briga interna na Williams entre Jones e Reutemann e ficar com um título que parecia estar nas mãos dos pilotos da Williams.
A Guerra interna com Reutemann
Em 1981, Jones não esperava que seu maior inimigo estaria na mesma garagem que ele. Carlos Reutemann ignorou ordens da williams no GP do Brasil, o que acendeu uma forte rivalidade dentro da equipe.
Jones e o argentino pararam de se falar e qualquer cooperação dentro da equipe deixou de existir. O embate custou o título a Williams, já enquanto os dois pilotos do time passaram a bater de frente dentro e fora da pista, Piquet, mesmo com carro da Brabham inferior, foi somando seus pontos e se aproveitando dos vacilos dos dois adversários para se sagrar campeão.
Após o entrevero, Jones e Reutemann nunca fizeram as pazes e o australiano anunciou que iria se aposentar da F1 ao final do ano resolveu se aposentar ao final da temporada.
Aventura na Haas Lola
A aposentadoria de Jones, porém, não durou. Em 1985, ele voltou à F1 pelo projeto da equipe americana Haas Lola, que montou uma estrutura que incluia a Ford e patrocinadores fortes para entrar na F1. Um dos projetistas era o jovem Adrian Newey.
Apesar de todo o investimento e talento dos nomes envolvidos, o time se arrastou na maior parte do tempo. Jones ainda conseguiu um milagroso quarto lugar como destaque, mas o time sucumbiu ao final de 86.
A parceria, de qualquer maneira, ainda rendeu a única participação do australiano na Indy, em 1985, pela Newman-Haas, substituindo o lesionado titular da equipe, Mario Andretti, em que ele ficou em 3º no circuito misto de Road America.
O “quase” retorno de Jones à F1
O australiano quase teve a chance de mais uma despedida da F1 em 1987. Com Nigel Mansell lesionado após acidente em Suzuka, a Williams cogitou chamar seu ex-piloto para correr no fechamento da temporada, em casa, no GP da Austrália, em Adelaide.
Só que Jones competia na época pela Toyota no Mundial de Endurance e a Williams utilizava motores da Honda, o que inviabilizou a participação.
Carreira de Jones fora pós-F1
Jones seguiu ligado à F1 a partir de 1987 como comentarista nas transmissões da TV australiana até 2002. Paralelamente, ele ainda continuou com a carreira de piloto em provas de turismo, gt’s e endurance.
Estatísticas de Alan Jones na F1
GP’s: 116
Temporadas: 10
Títulos: 1
Vitórias: 12
Poles: 6
Pódios: 24
Voltas mais rápidas: 13
Hat tricks: 2
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