NSX do Senna, SUV e perua: carros dos pilotos no evento da F1
O evento que a F1 realizou na última terça-feira (18) em Londres como lançamento de todas as suas equipes para a temporada 2025 teve uma roupagem glamourosa que contou até mesmo com um tapete vermelho na recepção de pilotos, dirigentes e convidados.
Para os fãs de carros, chamou muito a atenção os modelos utilizados na chegada dos pilotos. Obviamente que na maioria dos casos, as ligações de cada equipe com marcas do setor automotivo foram utilizadas neste momento. Seja as das equipes de fábricas, seja aquelas que mantém apenas algum tipo de parceria técnica.
Mesmo assim, tivemos escolhas bem interessantes de modelos, com alguns bem luxuosos, outros menos, alguns esportivos e até mesmo alguns clássicos.
O grande destaque certamente ficou para a dupla da Red Bull, Liam Lawson e Max Verstappen, que chegou a bordo de um Honda NSX vermelho, o mesmo modelo que Ayrton Senna ajudou a desenvolver no começo dos anos 90.
Inclusive, o brasileiro chegou a ter um modelo desse na mesma cor vermelha. Impossível imaginar que Red Bull e Honda, que entram em 2025 em seu último ano de parceria técnica, não sabiam que essa relação histórica seria feita.
A primeira geração do NSX, de Senna e utilizado agora por Verstappen, foi um esportivo que marcou época durante os anos 90. Depois, ele passou por uma atualização em 2002 e teve uma segunda geração – bastante modificada – lançada em 2016, mas sem o mesmo impacto e sucesso.

E claramente querendo marcar esse momento em que a equipe e a marca entram nesta fase final de seu relacionamento, os pilotos da RB, time B do Grupo Red Bull, Yuki Tsunoda e Isack Hadjar, chegaram com Honda S2000, outro clássico da montadora japonesa.
O carro nasceu como um conceito esportivo em 1995 e foi lançado no mercado em 1999. O desenvolvimento foi feito todo pela equipe de engenharia da Honda, com participação mínima de outros departamentos como marketing, que normalmente se preocupa com tendências e pesquisas de mercado.
Assim, o S2000 se tornou um ícone de esportivo compacto de desempenho. Hoje é visto como um clássico moderno que gera muito interesse no mercado de colecionadores.

Em 2026, a Red Bull passará a fabricar seus próprios motores em parceria com a Ford. Assim, se seguirem a ideia de clássicos, certamente não faltarão modelos da marca americana para os pilotos escolherem em um possível novo evento da F1.
As equipes de fábrica da F1
Depois da Red Bull chegar com dois esportivos que aquecem o coração de qualquer amante de clássicos, a expectativa por mais modelos do tipo ficou alta. Ainda mais, claro, da Ferrari.
Só que Charles Leclerc e Lewis Hamilton não chegaram dirigindo algum superesportivo da marca de Maranello, mas sim, a bordo Purosangue, SUV esportivo fabricado em Maranello.

Bem, compreende-se aqui a escolha mais mercadológica de mostrar o modelo “família esportiva” da montadora italiana, que com um motor V12 de 6,5 Litros entrega impressionantes 725 cv de potência a 7.750 RPM. Nada mal para passear com as crianças, não?
A Aston Martin seguiu receita parecida com Fernando Alonso e Lance Stroll chegando ao evento a bordo de um DBX707, outra SUV extremamente esportiva.

Assim como o “utilitário” da Ferrari, apesar do estilo, o carro Aston Martin passa longe de abrir mão da esportividade da marca, com um V8 biturbo de 4 Litros que gera cerca de 710 cv de potência e um design bastante arrojado.
Apesar de também possuir uma gama de modelos que variam de SUV, sérios e esportivos, a Mercedes atacou com um de seus exemplares de desempenho, um SL 63 conversível, carro que possui um V8 biturbo e chega a desenvolver mais de 800 cv de potência.

Já a McLaren, não perdeu a chance de desfilar seus pilotos a bordo de dois de seus superesportivos, devidamente customizados com os números dos pilotos nas portas e o laranja papaia que retornou aos seus carros da F1 nos últimos anos.
Oscar Piastri chegou dirigindo o Artura, modelo híbrido equipado com um motor V6 biturbo de 3 Litros que chega a desenvolver 700 cv de potência e tem velocidade máxima de 330 km/h.

Lando Norris exibiu o 750S, McLaren que tem um poderoso V8 biturbo de 4 Litros que chega a desenvolver 750 cv e peso de apenas 1.277 Kg. O modelo chega a fazer 0 a 100 km/h em apenas 2s8.
A Alpine, equipe e marca do Grupo Renault, também aproveitou o evento para mostrar um de seus carros de mercado. Jack Doohan e Pierre Gasly chegaram juntos em um A290 totalmente elético, em sua versão duas portas esportiva.
Mas não se engane com o tamanho do carro: ele desenvolve até 220 cv de potência. Dá para brincar bastante com esse hatch esportivo francês.

O carro de Bortoleto em seu primeiro evento da F1
Em 2025, a equipe do estreante brasileiro Gabriel Bortoleto ainda corre com o nome de Sauber e empurrada por motores Ferrari. Porém, o time foi comprado no último ano pela Audi e mudará de nome e unidade de potência a partir de 2026.
De qualquer maneira, a marca das argolas já quis mostrar sua presença no evento da F1 e enviou Bortoleto e seu companheiro, Nico Hulkenberg, em um A6 E-tron.
Assim como Ferrari e Aston Martin, se a escolha não é exatamente um superesportivo, a perua da Audi é 100% elétrica e chega a desenvolver cerca de 500 cv de potência.

É certamente um belo modo de marcar a presença da empresa no evento e aproveitar para mostrar um deus modelos com grande apelo de mercado na Europa.
As independentes Williams e Haas
De todas as equipes do grid, Williams e Haas são atualmente as que possuem menos laços com marcas do setor automotivo. Mesmo assim, não deixaram a oportunidade passar para chegar com estilo no evento da F1.
A Williams lembrou o fato de ser cliente da Mercedes na F1 ao utilizar as unidades de potência da marca alemã em seus carros. Assim, Alex Albon e Carlos Sainz chegaram ao tapete vermelho com duas Mercedes-AMG GT, um dos esportivos mais carimbados da empresa de Stuttgart.

A Haas tinha várias opções para escolher. Ela tem ligação íntima com a Ferrari pelo fornecimento de motores e outras partes do carro e também fechou recentemente uma parceria técnica com a Toyota. Além disso, poderia apelar para suas raízes americanas para utilizar um modelo qualquer que remetesse ao seu país sede.
Porém, o time preferiu apostar em uma entrada de estilo para sua nova dupla formada por Esteban Ocon e Oliver Bearman e com toda pompa britânica ao escolher um Bentley Flying Spur.

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