(Foto: Clive Mason/Getty Images/ Red Bull Content)

7 viradas históricas em campeonatos pelo título da F1

A reta final do campeonato é uma ocasião que pode prender a atenção de todos os fãs da F1. Caso o título ainda esteja em jogo e não tenha sido definido por antecipação, é ali o momento em que tudo é decidido.

Quem está na frente da tabela quer se manter ali, enquanto a concorrência estuda todas as suas possibilidades de virar o jogo e tomar o troféu para si. E é nisto que muitas reviravoltas podem acontecer.

Houve vários campeonatos que contaram com viradas históricas, cujos campeões pareciam bastante improváveis alguns instantes antes do momento derradeiro.

Nesta lista, lembramos de sete destas viradas do campeonato da F1 que entraram para a história de forma icônica.

1976: Hunt contra Lauda

A temporada de 76 é tão cheia de reviravoltas que até virou filme. A virada de James Hunt em cima de Niki Lauda foi consequência do grave e famoso acidente do austríaco em Nurburgring.Mas, de toda forma, o inglês também soube aproveitar a pequena janela de oportunidade para conquistar o título.

Lauda se acidentou na décima etapa do campeonato, de 16 no total. Naquele momento, ele tinha 26 pontos de vantagem para Hunt, que era o terceiro na tabela atrás de Jody Scheckter, e lembrando que na época a vitória rendia apenas nove pontos.

Lauda ficou de fora de duas corridas e voltou em Monza, ainda competindo no sacrifício. Mas, nas etapas finais do campeonato, Hunt emendou vitórias em Mosport e Watkins Glen, e se colocou seriamente no páreo.

Na decisão, em Fuji, Lauda desistiu da prova em meio à forte chuva, e Hunt levou sua McLaren ao terceiro lugar. Assim, o inglês virou o jogo e conquistou aquele que seria seu único título mundial por apenas um ponto.

1981: Piquet contra Reutemann

Em 1981, o Brasil voltaria a celebrar um campeão do mundo. Com um bom trabalho junto à Brabham para desenvolver o modelo BT49C, Nelson Piquet conseguiu tirar proveito da briga interna da Williams entre Alan Jones e Carlos Reutemann.

Depois de nove de 15 etapas disputadas, o argentino tinha tranquilos 17 pontos de vantagem sobre o brasileiro. Só que, a partir do décimo GP da temporada, Piquet anotou boa sequência nos pontos, enquanto o rival passou a enfrentar problemas.

O brasileiro encostou na tabela e na última etapa do campeonato, em Las Vegas, conquistou um quinto lugar. Como “Lole” ficou fora dos pontos, Piquet consolidou a virada para ser campeão pela primeira vez.

1983: Piquet contra Prost

Mais uma vez Piquet, e novamente liderando um belo trabalho de desenvolvimento na Brabham. Em 83 seria com o modelo BT52B equipado com o motor BMW, o primeiro propulsor turbo a ser campeão na F1.

A três provas do final da temporada, o líder da tabela era Alain Prost, da Renault, sendo que o brasileiro estava 14 pontos atrás, apenas em quarto. Mas Piquet e a Brabham evoluíram para a reta final, o que resultou em duas vitórias consecutivas, em Monza e Brands Hatch.

Na etapa decisiva, na África do Sul, Piquet já estava só dois pontos atrás. Em Kyalami, Prost teve problemas mecânicos e abandonou, o que praticamente deixou o título nas mãos do brasileiro.

Assim, Piquet conduziu cuidadosamente para terminar em terceiro, garantindo o bicampeonato.

1986: Prost contra Piquet e Mansell

Trata-se de uma das temporadas da F1 mais épicas de todos os tempos. A disputa ficou majoritariamente concentrada nos pilotos da Williams, Nigel Mansell e Nelson Piquet, enquanto Alain Prost fazia um trabalho discreto e eficiente com a McLaren para se manter vivo na briga.

Aos trancos e barrancos, Prost chegou a cair para quarto no campeonato a cinco etapas para o fim, quando também esteve atrás de Ayrton Senna, da Lotus.

Dali para frente, porém, o francês mostrou por que é considerado um dos pilotos mais cerebrais da história: acumulou quatro pódios em cinco provas e, diante dos tropeços de Mansell e Piquet na Austrália, virou o campeonato na última etapa para obter um título histórico.

O Projeto Motor já publicou uma série sobre esta temporada com textos seguindo a perspectiva de cada um dos quatro pilotos que lutaram pelo título daquela temporada da F1:

1 – Ayrton Senna
2 – Nelson Piquet
3 – Nigel Mansell

4 – Alain Prost

2007: Raikkonen contra Hamilton e Alonso

Quando dominou o GP do Japão, a antepenúltima etapa da temporada de 2007, Lewis Hamilton se aproximou de um feito inédito: se tornar um estreante campeão da F1.

Fernando Alonso havia se acidentado em Fuji e já estava distante, 12 pontos atrás e com apenas 20 ainda em jogo. Já Kimi Raikkonen, o terceiro, estaria eliminado caso Hamilton obtivesse um único quinto lugar em Xangai ou Interlagos.

Mas tudo deu errado para Hamilton nas duas etapas finais. Na China, ele escapou na entrada dos boxes no molhado com pneus gastos e abandonou de maneira dramática.

Já no Brasil, o inglês foi apenas o sétimo colocado após um problema momentâneo no carro que o fez perder diversas posições. Como Raikkonen venceu as duas provas, ele conseguiu uma virada que parecia inimaginável: conquistando o título por apenas um ponto.

Hamilton ficou com o mesmo número de pontos de Alonso, mas ainda com o vice no critério de desempate.

2010: Vettel contra Alonso e Webber

A seis provas para o fim da temporada de 2010, Sebastian Vettel se encontrava em um distante terceiro lugar na tabela, 31 pontos atrás do líder – no ano em que a F1 passou a adotar o sistema de pontuação mais parecido com o atual.

Já na antepenúltima prova, na Coreia do Sul, o alemão sofreu uma quebra dolorida no fim enquanto liderava, o que o deixou com um atraso de 25 pontos para Fernando Alonso, com 50 ainda em jogo.

O plano para Vettel, então, era claro: vencer no Brasil, vencer em Abu Dhabi e torcer por azares de Alonso e de Mark Webber. Foi o que aconteceu.

O piloto da Red Bull triunfou nas duas etapas, coletou 50 pontos e, com os erros estratégicos dos rivais em Yas Marina, se tornou o campeão mais jovem da história da F1.

2012: Vettel contra Alonso

A Red Bull oscilou bastante na primeira metade da maluca temporada de 2012, enquanto Fernando Alonso conseguiu coletar pontos com uma Ferrari que, apesar de menos veloz que a concorrência, apresentava boa confiabilidade.

Assim, após a etapa de Monza, a 13ª de 20 no total, o atraso de Vettel na classificação geral chegou a 39 pontos.

A partir de então, a Red Bull ajeitou a casa e o alemão entrou em fase inspirada, com quatro vitórias seguidas. Já Alonso teve um tropeço com o abandono na largada em Suzuka.

Vettel assumiu a liderança da tabela na Coreia do Sul para não perder mais, mesmo tendo vivido momentos de tensão na decisão, em Interlagos.

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