Russell prevê F1 2026 com “ultrapassagens onde nunca vimos”
George Russell acredita que a F1 vai mudar bastante com as novas regras de 2026 e que os fãs podem gostar do resultado dessas novidades durante as corridas.
Assim como em 2022, a F1 fará mais uma revolução em seu regulamento. Desta vez, é até maior, pois além do chassi, a categoria também promove alterações nos motores, no combustível e nas ferramentas à disposição dos pilotos para ataque durante as provas.
Entre as mudanças estão a aerodinâmica ativa, em que os pilotos poderão acionar a abertura das asas dianteira e traseira mesmo quando não estiverem atacando um adversário, e as novas unidades de potência em que o sistema elétrico produzirá metade da potência total.
Em coletiva de imprensa pré-GP de São Paulo, Russell comentou sobre as expectativas para este novo conjunto de regras. O piloto da Mercedes acredita que, pela maior relevância do sistema elétrico e pela forma como os pilotos terão que administrar seu uso, novas oportunidades de ultrapassagem devem surgir e pontos em que hoje não acontecem manobras.
“Acho que a aerodinâmica ativa não terá… Para um fã médio, você não terá que pensar nem se preocupar com isso. É algo que vai acontecer apenas no bastidor para tornar todos os carros mais eficientes”, explicou Russell ao ser perguntado pelo assunto pela reportagem do Projeto Motor.
“Mas em termos de como irá afetar a corrida, acho que você vai ver ultrapassagens na próxima temporada em curvas em que você nunca viu antes, pois seremos mais dependentes das baterias. Sendo 50% combustão e 50% baterias, teremos que administrar essa energia muito mais durante a volta, e acho que, de repente, você verá mais locais de ultrapassagem que você nunca viu antes”, apontou.

Russell celebra momento de inovação da F1
Russell também fez questão de destacar a novidade dos combustíveis sustentáveis que a F1 passará a utilizar, classificando o momento como “excitante” pela importância para o futuro da mobilidade.
As equipes serão obrigadas, a partir de 2026, a utilizar combustíveis sintéticos ou de biomassa, o que reduzirá drasticamente as emissões de carbono, mesmo sem aposentar os motores a combustão, tão amados pelos fãs do esporte a motor por conta do barulho.
“Sinto-me privilegiado por fazer parte da F1 neste momento, quando a inovação está em seu ponto mais alto que já vimos. No esporte e como a tecnologia que desenvolvemos na F1 vai diretamente para o usuário comum das ruas”, afirmou.
“Especialmente quando se trata de combustíveis avançados, estamos produzindo o combustível para 2026, que um dia todos nós usaremos em nossos carros de rua, em aviões e, quem sabe, o que mais. Então, me sinto muito orgulhoso de fazer parte disso”, finalizou.
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